NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020
ECONOMIA
Domingo, 02 de Agosto de 2020, 09h:12

SEGUNDO TRIMESTRE

Mercado imobiliário de Cuiabá se recupera dos efeitos da pandemia

A comercialização dos imóveis na Capital foi, na maioria, de usados, com 1.685 e apenas 312 novos

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Cuiabá - Av. do CPA
Dentre as regiões da Capital, a que apresentou maior transação de unidades no segundo trimestre foi a Leste (727)

Após registrar diminuição no ritmo de comercialização e faturamento de imóveis no final do primeiro trimestre de 2020, devido à pandemia do novo coronavírus, a pesquisa do trimestre seguinte, realizado pelo Sindicato da Habitação de Mato Groso (Secovi/MT), se manteve estável, com 1.997 imóveis comercializados e R$ 650.264 milhões em faturamento no período.

O número de imóveis comercializados é 6,5% maior na comparação com o trimestre anterior, mas apresentou retração de 6,6% sobre o mesmo trimestre de 2019.

Em relação aos valores transacionados, o montante atual é 0,7% inferior sobre o primeiro trimestre de 2020 e 1,34% superior se comparado com o segundo trimestre do ano passado.

Para o presidente do Secovi/MT, Marco Pessoz, foram as ações macro econômicas que contribuíram para a retomada das atividades no setor imobiliário, com a taxa de juros Selic abaixo dos 3%, o que reflete diretamente na composição dos juros praticados pelas instituições financeiras, fazendo assim com que o custo do dinheiro se torne cada vez mais acessível e atraente para o mercado consumidor.

“A baixa dos juros praticados no mercado influencia e impulsiona diretamente o setor produtivo da habitação, pois tantos os consumidores aproveitam esse bom momento para tomar sua decisão de compra e aquisição do imóvel, como também os investidores desse segmento que enxergam uma grande oportunidade nesse momento para realização de negócios”, disse o presidente do Secovi/MT.

Pessoz conclui que o segmento tem contribuído com toda a economia, pois ajuda a impulsionar os demais segmentos e, consequentemente, toda a cadeia produtiva.

“Quando um imóvel é comercializado, toda uma engrenagem econômica se movimenta, pois o dinheiro dessa comercialização começa a girar tanto no setor público por meio do recolhimento de taxas, como nos setores privados. Como exemplo nos segmentos de varejo, como móveis e eletrodomésticos, também no de serviços quando falamos de instalações e pequenas reformas, o que já movimenta economicamente o setor das lojas de materiais para construção, e assim por diante, o que aquece a economia, e principalmente, mantém empregos”.

POR REGIÃO - A comercialização dos imóveis na Capital foi, na maioria, de usados, com 1.685 e apenas 312 novos.

No ano passado, também no mesmo período, o número de novos imóveis comercializados foi de apenas 145 unidades, contra 1.993 unidades usadas.

Dentre as regiões da Capital, a que apresentou maior transação de unidades no segundo trimestre foi a Leste (727), seguida da Oeste (589), Norte (380) e, por último, a Sul (278).

A zona rural comercializou 23 unidades no período.

O estudo de evolução do mercado imobiliário conta com o apoio da Fecomercio/MT e é realizado desde 2015 pelo Secovi/MT em uma parceria com a Secretaria de Fazenda do Município de Cuiabá, com fonte dos dados do ITBI municipal.


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.




ENQUETE
O Brasil já ultrapassou as 100 mil mortes pela Covid-19. Para você, quem tem culpa?
O presidente Jair Bolsonaro
Os governadores
Os prefeitos
Ninguém. A doença é incontrolável
PARCIAL