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Cuiabá MT, Domingo, 12 de Julho de 2020
ECONOMIA
Terça-feira, 30 de Junho de 2020, 00h:00

CUIABÁ/SINOP/RONDONÓPOLIS

Mato Grosso tem três Capitais Regionais, aponta a Regic 2018

MARIANNA PERES
Da Reportagem

O número de Capital Regional em Mato Grosso aumentou de uma (Cuiabá), em 2007, para três (Cuiabá, Sinop e Rondonópolis), em 2018, aponta a pesquisa Regiões de Influência das Cidades (Regic) 2018. Esses locais são considerados centros urbanos com alta concentração de atividades de gestão, mas com alcance menor em termos de região de influência em comparação com as Metrópoles.

Ao todo, 97 cidades em todo o país foram classificadas como Capitais Regionais, com três subdivisões. Cuiabá é considerada Capital Regional A, enquanto que Sinop e Rondonópolis têm nível hierárquico Capital Regional C.

A Regic 2018 tem o objetivo de definir a hierarquia dos centros urbanos (Metrópoles, Capitais Regionais, Centros Sub-regionais, Centros de Zona e Centros Locais), delimitar as regiões de influência associadas aos centros urbanos e qualificar os centros urbanos do país por meio de análises temáticas (gestão do território, saúde, educação, transportes, etc.). A periodicidade da pesquisa é de dez anos, em razão de ser um fenômeno estrutural, e a última foi realizada em 2007.

A pesquisa aplicou questionários nos municípios para avaliar os deslocamentos habituais da população na busca de nove produtos e serviços selecionados em outras localidades: compras de vestuário e calçados; móveis e eletroeletrônicos; serviços de saúde de baixa, média e alta complexidades, ensino superior, e a origem dos jornais que circulam no município. Um 10º tema foi o transporte rodoviário/aquaviário, obtido por pesquisa específica (Ligações Rodoviárias e Hidroviárias 2016).

Mato Grosso tem ainda duas cidades como Centro Sub-Regional A (Arranjo Populacional de Barra do Garças e Tangará da Serra), dez como Centro Sub-Regional B (Água Boa, Alta Floresta, Cáceres, Diamantino, Juína, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste e Sorriso).

Outros dez municípios são classificados como Centro de Zona A (Arranjo Populacional de Alto Araguaia, Arranjo Populacional de Jaciara, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Colíder, Confresa, Juara, Mirassol d´Oeste, e Sapezal) e oito são Centro de Zona B (Araputanga, Arranjo Populacional de Arenápolis – Nortelândia, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Guarantã do Norte, Nova Xavantina, São Félix do Araguaia e Vila Rica.

Mato Grosso é a região de influência principal do Arranjo Populacional de Cuiabá, formado pela capital e pelo município de Várzea Grande. Porém, a região de influência estende-se a algumas cidades nos estados do Pará, Mato Grosso do Sul e Goiás. Cuiabá é integrante da rede urbana da Metrópole de Brasília (DF).

Segundo a pesquisa, Barra do Garças chama particularmente à atenção ao possuir uma grande extensão de sua rede por todo o leste mato-grossense até o Centro de Zona A de Confresa, além de subordinar a cidade de Bom Jardim de Goiás (GO).

Goiás é o estado com o qual os municípios mato-grossenses mais se relacional. As cidades de Água Boa, Alto Araguaia, Alto Taquari, o Arranjo Populacional de Barra do Garças e Cocalinho têm dupla subordinação, participando simultaneamente da rede urbana de Cuiabá e do Arranjo Populacional de Goiânia.

Outros estados que as cidades de Mato Grosso possuem participação são Rondônia, da qual fazem parte os centros de Campos de Júlio, Comodoro e Rondolândia, e Tocantins, com Confresa participando simultaneamente das redes de Barra do Garças e de Palmas.

É possível perceber a estruturação das hierarquias ao longo dos eixos rodoviários da BR-158 e da BR-163. Com o aumento da centralidade de Sinop (MT), nota-se que, em relação a 2007, esta cidade ganhou diversos centros em sua região de influência que antes se direcionavam diretamente à capital do Estado, como Juara (MT) e Colíder (MT). Sua influência se estende até o Pará, por meio da subordinação da Cidade de Novo Progresso (PA).

DESLOCAMENTOS - De um modo geral, Mato Grosso apresenta média de deslocamento muito elevada (216 km para todos os temas pesquisados pelo questionário), o quarto maior entre os estados brasileiros, aproximando-o das médias dos estados da região Norte. Considerando que essa distância média é dada em linha reta entre a cidade de origem e a de destino, a distância real pode ser consideravelmente maior.

Nos deslocamentos para compras de móveis e eletroeletrônicos (181 km), o estado apresenta a segunda maior distância média do país, sobretudo por conta dos padrões de deslocamento encontrados no leste do estado. Os deslocamentos do norte e do noroeste de Mato Grosso para a capital também contribuem para as elevadas médias.

METRÓPOLES BRASILEIRAS - Entre 2008 e 2018, o Brasil formou três novas metrópoles e 32 cidades foram elevadas a capitais regionais em 12 estados. Apesar disso, é baixa a mobilidade na rede urbana brasileira, pois, nesse período de dez anos, 86% das cidades não sofreram alteração. Campinas, Florianópolis e Vitória subiram de nível e passaram a integrar o grupo de 15 metrópoles, que tem São Paulo no topo da hierarquia como grande metrópole nacional e Rio de Janeiro e Brasília como metrópoles nacionais. As outras metrópoles são Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador e Manaus.

As metrópoles se subdividem em três níveis. São Paulo é a grande metrópole nacional ocupando, isoladamente, a posição de maior hierarquia urbana do país com uma rede de influência que concentra 49 milhões de habitantes em 2018 e mais de R$ 2 trilhões anuais de PIB, o que corresponde a 23,6% da população e 33,3% da renda total do país.

 


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