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Cuiabá MT, Terça-feira, 14 de Julho de 2020
ECONOMIA
Sábado, 27 de Junho de 2020, 00h:00

FEIJÃO CAUPI

Mato Grosso registra maior produtividade nacional da cultura

Da Reportagem

Além de soja, milho, algodão e girassol, Mato Grosso também é destaque na produção de feijão caupi, exibindo a maior produtividade do País. A média do rendimento por hectare é de 1.100 quilos por hectare. “Esse potencial deriva do investimento em tecnologia e pesquisa. Para se ter uma idéia, no Ceará, onde há a maior área plantada no Brasil, não passa de 300 quilos por hectare. O desafio em relação ao caupi é aumentar a média de produtividade nacional", aponta o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Kaesel Damasceno.

A cultura foi tema de uma Live realizada no início dessa semana pela Embrapa Meio-Norte, quando se debateu o tema: "Feijões caupi e mungo: Demanda de mercado para exportação". Além do pesquisador Damasceno, o encontro teve a participação do presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Luders , e do sócio-fundador da Samba Internacional, Iuri Bruns.

Para abrir os trabalhos, o pesquisador Kaesel Damasceno detalhou os tipos de feijões consumidos no Brasil, com ênfase nas espécies caupi e mungo, em seguida expôs o cenário mundial do consumo de feijão. "A China e a Índia são os principais mercados para as culturas discutidas aqui hoje, então estes países são consumidores natos destas culturas e desta forma é uma possibilidade imensa para toda a cadeia produtiva que se apresenta", disse.

O Brasil segundo números da Ibrafe exporta pulses para 75 países, sendo que no período de 2015 a 2019 a Índia representou 52% deste total de exportações. Quando se fala na cultura do feijão-caupi, Kaesel Damasceno, explica que o Brasil tem a terceira maior produção mundial, com destaque para o trabalho realizado em Mato Grosso.

Para Iuri Bruns, sócio da Samba Internacional, empresa exportadora de feijão e pulses, o caminho para a cadeia produtiva é profissionalizar mais o setor, encontrar uma forma de trabalhar com sementes que tenham origem dando mais qualidade ao mercado. "Hoje os clientes de Brown eye preferem o produto do Brasil, pela homogeneidade de colheita, com emprego da mecanização na cultura, nós conseguimos ter um padrão de qualidade em grandes volumes, que é uma coisa que os indianos e chineses não estava acostumados", disse.

O presidente do Ibrafe, Marcelo Luders fechou a rodada de palestras da live promovida pela Embrapa Meio-Norte, onde destacou dados mundiais sobre o mercado internacional de feijões e pulses. "O Brasil em 2018 contou com apenas 1,86% da comercialização mundial do feijão mung com 24,19 mil toneladas, ou seja, um mercado a ser explorado com o crescimento da demanda por um alimento de mais qualidade" comentou.

Com este cenário consumidor demandando alimentos "plant protein", Luders destaca as formas de crescimento do mercado nacional, com trabalho em várias frentes, com pesquisa e fundos financeiros para as associações que promovem o desenvolvimento da cadeia produtiva, como o exemplo citado por ele, a Associação dos Produtores de Feijão, Trigo e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), sementes registradas, rastreabilidade e contratos na bolsa.

 


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