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Cuiabá MT, Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
ECONOMIA
Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020, 00h:00

CARNE BOVINA

Exportações ‘in natura’ batem recorde para um mês de julho

Da Reportagem

Maior para um mês de julho e o 2º maior volume da história, assim foram as exportações de carne bovina in natura brasileira no mês de julho. Foram 169,24 mil toneladas, 11% a mais do registrado em junhoe 27% maior do que em julho do ano passado, destaca o economista e consultor da Agrifatto, Yago Travagini.

A receita obtida com as vendas da proteína bovina atingiu US$ 690,74 milhões, avanço de 30% no comparativo anual.

O fator negativo que se destaca nesta conta é o valor médio da carne bovina exportada, que atingiu US$ 4,08 mil por tonelada, o menor preço dos últimos doze meses, com uma queda de 17% frente o maior preço registrado em 2020, em janeiro, quando a carne bovina foi negociada por US$ 4,90 mil/tonelada.

Recentemente, o USDA divulgou a segunda estimativa (julho) das exportações mundiais de carne bovina em 2020. Os novos dados demonstram que neste ano o Brasil poderá exportar 2,55 milhões de toneladas, 50 mil toneladas a mais que na primeira divulgação. Além de permanecer disparado na frente dos demais países, este montante é 10,20% superior ao resultado de 2019.

“Além disso, um dado que chamou a atenção foi a queda das exportações norte-americanas em relação à primeira divulgação: no comparativo entre as duas, o decréscimo foi de 7,75%. Este movimento pode ser explicado pela menor produção ocasionada pela crise da Covid-19, além da menor demanda de importantes compradores da proteína. Essa queda também abriu espaço para a Austrália e Índia subirem para o segundo e terceiro lugares, respectivamente, no ranking, mas isso não traz preocupações ante a competitividade brasileira”, apontam os analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

MATO GROSSO - O mercado do boi e da vaca gorda no Estado encerrou julho em valorização. No mês, a arroba do macho, a prazo, registrou variação acumulada de 3,40%, enquanto para a fêmea foi de 4,46%, finalizando nas médias de R$ 193,32 e R$ 182,13, respectivamente.

Conforme o Imea, ao analisar o movimento em relação ao mesmo período do ano anterior (em termos nominais), os aumentos são ainda mais expressivos: o boi gordo subiu 36,78% e a vaca gorda, 37,61%. “A menor disponibilidade de animais, intensificada pela retenção de fêmeas, e exportações aquecidas nos últimos meses são os fatores que vêm ditando esse ritmo do mercado. Para se ter uma ideia, de janeiro a junho, Mato Grosso exportou 220,18 mil toneladas em Equivalente Carcaça (TEC), o que corresponde a 35,16 mil TEC a mais que nos seis meses de 2019”.

BOI GORDO - As expectativas de alta continuam pairando pelas cotações da arroba, que seguem em ambiente sustentado dada as exportações em alta e limitada oferta de boiada pronta para abate. Os preços em São Paulo orbitam a faixa dos R$ 220-225/@, com um ágio que varia de R$5-10/@ para os animais destinados à exportação. As programações de abate nas praças paulistas giram em torno de 4 dias úteis.

Na B3, os contratos futuros continuam fortalecidos e sugerem um mercado firme para este mês, o dia encerrou com o contrato em R$ 227,80/@, alta diária de 0,49%. O destaque do dia ficou para o novembro, que encerrou com maior alta diária de 0,58% e cotado a R$ 224,80/@.

 


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