NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2020
ECONOMIA
Quinta-feira, 29 de Outubro de 2020, 14h:58

GOVERNO-TESOURO

Déficit mensal do governo diminui para R$ 76 bi, mas rombo chega a R$ 677 bi no ano

FÁBIO PUPO
Da Folhapress - São Paulo

 Ainda sob os efeitos provocados pela pandemia do coronavírus, as contas do governo federal tiveram em setembro um resultado negativo de R$ 76,2 bilhões. O déficit é menor que os resultados anteriores, mas ainda sim representa um recorde negativo para o mês.
No acumulado do ano, o resultado é o pior da série histórica para o período. O rombo chegou a R$ 677,7 bilhões de janeiro a setembro.
Os dados do governo central, que compreendem as contas de Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério da Economia.
O mês de setembro registrou o menor déficit desde março, quando a pandemia ainda produzia seus primeiros efeitos no Brasil. Em junho, o Tesouro registrou o pior déficit mensal do ano, em R$ 196 bilhões. Em julho, o resultado negativo havia sido de R$ 88 bilhões. Em agosto, rombo de R$ 96 bilhões.
De acordo com o Tesouro, o déficit de setembro é explicado, principalmente, pelo aumento das despesas decorrentes de medidas de combate à crise da Covid-19.
Além disso, a receita total do mês de setembro de 2020 voltou a apresentar redução em termos reais, com recuo de 2% quando comparada ao mesmo mês de 2019, influenciada majoritariamente pela queda das receitas não administradas (principalmente royalties de petróleo).
No lado das despesas, a maior até o momento é a do auxílio emergencial. Somente para esse programa, que foi prorrogado com parcelas de R$ 300 até dezembro, o governo já calcula um valor de R$ 322 bilhões.
O governo registra déficit primário quando gasta mais do que arrecada. Essa conta não inclui as despesas com juros da dívida pública.
Na visão do Tesouro, a situação das contas reforça a necessidade de retomada da trajetória de consolidação fiscal através da agenda reformas com foco na redução do déficit público e no aumento da produtividade da economia.
O Tesouro destacou a importância da PEC (proposta de emenda à Constituição) Emergencial, a PEC do Pacto Federativo e a reforma administrativa. "Tais reformas fortalecem o compromisso do governo com a sustentabilidade fiscal, por meio do teto de gastos, que se tornou a principal âncora fiscal de médio prazo do país", afirma a secretaria, em nota.


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.




ENQUETE
Você acha que o Cuiabá Esporte Clube tem chance de acesso à Série A do Brasileirão?
Sim
Não
Ainda falta estrutura
Precisa investir no elenco
PARCIAL