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Cuiabá MT, Sábado, 08 de Agosto de 2020
ECONOMIA
Quinta-feira, 09 de Julho de 2020, 00h:00

IMPOSTÔMETRO MT

Arrecadação cai 16% no primeiro semestre e é a menor desde 2018

MARIANNA PERES
Da Reportagem

Pela primeira vez na história do Impostômetro, houve queda na arrecadação de tributos. Os mato-grossenses pagaram R$ 15,24 bilhões neste primeiro semestre do ano, valor 16,17% inferior ao registrado em igual momento do ano passado e é o menor desde 2018.

O Impostômetro considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo a título de tributos: impostos, taxas e contribuições, incluindo as multas, juros e correção monetária.

Conforme dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), de 1º de janeiro a 30 de junho de 2019, Mato Grosso havia gerado, em receita tributária, R$ 18,18 bilhões, um recorde até então ao período. A queda está diretamente relacionada aos efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, especialmente seus impactos sobre o mercado de trabalho, poder de compra e geração de renda.

As cifras atuais são pouco superiores ao contabilizado nos seis primeiros meses de 2017, quando o saldo foi de R$ 14,33 bilhões. De janeiro a junho de 2018, por exemplo, os contribuintes do Estado geraram R$ 16,97 bilhões.

No País, a queda anual foi ainda mais severa, 26%, mas ainda assim, os valores arrecadados já superaram a cifra de R$ 1 trilhão antes mesmo da virada do mês. O montante chega com atraso de 33 dias em relação ao ano passado, registrado em 24/05/2019, indicando recuo no crescimento da economia do País, ocasionado pela crise do novo coronavírus (Covid-19).

“A arrecadação, com a diferença de praticamente um mês de um ano a outro, mostra a forte desaceleração da receita tributária em consequência da recessão provocada pela pandemia. De acordo com a projeção feita para este ano, logicamente antes de o Brasil ser afetado pelo novo coronavírus, a arrecadação deveria estar em R$ 1.263.198.081.264,14, ou seja, há uma queda de 26% em relação ao esperado”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Para ele, como a projeção revista levava em conta uma crise menos intensa e demorada, é provável que seja necessário refazer novamente os cálculos sobre o desempenho da arrecadação de tributos para o segundo semestre, pois os dados já divulgados pela Receita apontam para uma queda maior.

“No entanto, mais importante do que acertar a projeção exata, é constatar que a magnitude da perda tributária dos três níveis de governo já foi bastante expressiva, e ainda deverá continuar nos próximos meses, com um impacto muito forte na capacidade do Estado para cumprir com os seus compromissos, o que deverá afetar ainda mais os investimentos”, analisa o economista da ACSP, ressaltando que o cenário mostra também que o endividamento do setor público aumentará muito, provavelmente não apenas neste ano como nos próximos.

IMPORTÂNCIA - O Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária e incentivá-los a cobrar os governos por serviços públicos de mais qualidade. Está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios e capitais se espelharam na iniciativa e instalaram seus painéis, como em Cuiabá, onde o painel está implantado em frente à sede da Fecomércio/MT. No portal www.impostometro.com.br é possível visualizar valores arrecadados por período, estado, município e categoria.

 


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