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Cuiabá MT, Sábado, 05 de Dezembro de 2020
ECONOMIA
Sexta-feira, 31 de Julho de 2020, 00h:00

MERCADO DE TRABALHO

Agro faz de MT o maior empregador do País, mesmo sob pandemia

Mais de 44% das novas vagas criadas vieram das atividades do campo. Estado foi o único do Brasil a fechar positivo em junho, depois de três meses seguidos de cortes

MARIANNA PERES
Da Reportagem

A agropecuária sustentou a geração de novas vagas de emprego formal em Mato Grosso, em junho, conforme dados divulgados ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) . Dos 6.790 novos postos criados no mês passado, 44%, ou 3.014, vieram do campo. Junho foi – no primeiro semestre - o mês mais afetado pela pandemia do novo coronavírus no Estado, período marcado pelo aumento exponencial dos registros de novos casos de Covid-19, bem como de óbitos. As atividades econômicas sofreram com medidas de restrição e de isolamento social impostas por decretos municipais.

Apesar de todo o contexto, a performance desse setor da economia mato-grossense colocou o Estado no topo do ranking nacional: foi o que mais criou postos de trabalho formal (carteira assinada) no período. No País, o saldo de junho seguiu negativo, com a eliminação de 10.984 vagas.

Junho foi o primeiro mês de saldo positivo no mercado formal mato-grossense após três meses seguidos (março, abril e maio) de cortes na contração de pessoal. O saldo atual, 6.790 vagas criadas, é o resultado da movimentação entre contratações (27.475) e demissões (20.685) contabilizadas no mês.

Além de ser o Estado brasileiro com a maior oferta de trabalho formal, Mato Grosso foi responsável por quase 70% do total de novas frentes registradas no Centro-Oeste. Conforme os dados do Ministério, a região – que reúne quatro estados, MT, MS, GO e DF – somou 10.010 novas vagas.

O destaque entre as principais atividades econômicas de Mato Grosso é da agropecuária, mas todos os cincos setores de maior peso na contratação de pessoal fecharam junho com saldo positivo. Pela ordem, a indústria criou 1.426 novas frentes formais, seguida pelo setor da construção civil com mais 986 vagas. Comércio e Serviços também tiveram papel importante, e ofertaram 950 e 414 postos, respectivamente.

A PANDEMIA – Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando não havia a pandemia, é possível avaliar melhor o impacto da Covid-19. Mato Grosso, em junho de 2019, por exemplo, criou 7.367 novas vagas de emprego com carteira assinada e fechou o primeiro semestre com 20.705 novos postos gerados.

No acumulado desse ano, Mato Grosso lidera também a geração de empregos no País, mas com um saldo de 3.565. Entre os seis primeiros meses de 2019 e de 2020, a geração de postos no Estado encolheu 82,78%.

Apenas Mato Grosso e o Acre, esse com saldo de 1.270 novas vagas criadas, encerraram o primeiro semestre desse ano com resultados positivos. Todos os outros estados brasileiros eliminaram mais postos do que criaram, com destaque para São Paulo, cujo corte somou 364.470. No País, o resultado ficou negativo em 1,2 milhão de vagas formais. No mesmo período de 2019, o saldo foi positivo em 408 mil postos.

 


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