Quinta feira, 13 de dezembro de 2018 Edição nº 10153 15/12/2001  










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MT cria duas unidades de conservação

Com a homologação dos parques estaduais do Guirá e do Xingu, Estado passa a ter 29 áreas protegidas


Com a criação dos parques, o governo tenta reduzir a pressão do homem sobre áreas sensíveis, como o Xingu
MARCIA OLIVEIRA
Da Reportagem

Mato Grosso estabeleceu duas novas unidades de conservação em seu território elevando para 29 o número de áreas onde são proibidas atividades que desconfigurem a paisagem natural. Uma está localizada no extremo sul do município de Cáceres e foi denominada Parque Estadual Guirá e sua extensão foi definida em 412.225 hectares. Ela faz divisa com a Bolívia e sua criação foi justificada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema) como imprescindível para a conservação do ecossistema pantaneiro, que estaria sendo ameaçado pelo crescimento de atividades econômicas.

A criação do Parque Guirá foi aprovada pela Assembléia Legislativa, porém o governador Dante de Oliveira ainda não sancionou a lei. Já a segunda área, chamada Parque Estadual do Xingu, faz divisa com o Parque Nacional que leva o mesmo nome e foi criada, de acordo com a técnica da Fema, Fátima Sonoda, para preservar o entorno do Parque Nacional do Xingu. O tamanho ficou definido em 174.463 hectares. “Para definirmos se uma área receberá o título de parque, levantamos informações sobre a situação de conservação do lugar. Elas devem estar preservadas e representar uma parte do ecossistema local. Estas áreas também devem pertencer ao Estado, não podem ter propriedades particulares dentro”, informou a técnica.

Ainda segundo Fátima, atualmente existe uma forte pressão de fazendeiros, madeireiros e promotores de pesca predatória na região. Para evitar que o entorno do Parque seja desconfigurado, uma das saídas foi estabelecer limites de acesso. “A Estação Ecológica do rio Ronuro, na parte sul do rio Xingu, criado em 1998 também teve a mesma função. Participamos de reuniões em todo o país e a adoção dessa política é indicada como forma de garantir a preservação”, informou Fátima.

Para fazer a fiscalização dessas áreas, porém, o órgão conta apenas com 16 técnicos. Mas ainda assim, a técnica considera a atitude positiva. “Mato Grosso está começando a se estruturar. Estamos dando os primeiros passos e definir áreas de preservação é uma decisão corajosa quando a pressão é grande para que aconteça o contrário”. O decreto de criação do Parque Estadual do Xingu foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia sete.



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