Segunda feira, 21 de maio de 2018 Edição nº 10145 07/12/2001  










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UFMT ganha laboratório do Mapa

NELSON SEVERINO
Da Reportagem

Um laboratório de reprodução animal que entra em operação no próximo ano na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (Famev), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), vai proporcionar ao Estado condições de se transformar a curto prazo num grande produtor de leite. A estrutura vai possibilitar trabalhos de melhoria genética do rebanho leiteiro e multiplicação de espécies silvestres ameaçadas de extinção.

O laboratório foi cedido em regime de comodato à Famev por dois anos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O convênio entre as instituições foi assinado ontem à tarde entre o reitor Paulo Speller e o secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Mapa, Rodrigues Palma.

Dotado de um conjunto de equipamentos de última geração, o laboratório foi fabricado na Hungria e começou a ser desembalado ontem mesmo na Famev, onde será instalado. “Já estamos entregando os equipamentos”, afirmou Rodrigues Palma. A estrutura chegou a Cuiabá transportada em dois contêineres.

Os aparelhos custaram cerca de R$ 1,5 milhão, segundo o secretário do Mapa. Junto com o de Mato Grosso, vieram para o Brasil mais três laboratórios: um para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um para a Embrapa Gado de Corte de Juiz de Fora (MG) e um para a Embrapa Soja, Arroz e Feijão, de Goiás.

Para o professor João Pedro Valente, diretor da Famev, o laboratório será muito importante para a formação profissional dos alunos de Agronomia e Medicina Veterinária, além de dar suporte científico à pesquisa. Essa é também a opinião do professor Afonso Ludovico Sinkoc, chefe do Departamento de Clínica Médica e Veterinária da Famev.

“Agora temos que treinar pessoal, porque só ter o equipamento não basta”, afirma Sinkoc. O convênio assinado entre UFMT e Mapa assegura recursos financeiros inclusive para treinamento de quem vai operar os equipamentos.

A melhoria genética do rebanho leiteiro será rápida. Às vésperas de uma fêmea de grande potencial leiteiro entrar no cio, é aplicada no animal uma substância que vai estimular o aumento da ovulação. Completado esse ciclo, os óvulos são retirados, fertilizados in vitro e congelados.

Depois é só fazer a inseminação, transferindo os embriões para vacas comuns, geralmente chamadas de “barrigas de aluguel”, que vão gerar descendentes com as características da mãe natural. Com a transferência de embrião, uma vaca que dá cria a apenas um filho por vez pode dar origem a 20, 30 filhos.

Além de sua função didática, o laboratório poderá também prestar serviços a terceiros, inclusive armazenando doses congeladas de sêmen de grandes reprodutores. Mas para desenvolver suas atividades, o laboratório precisa de mão-de-obra profissional altamente capacitada.

O reitor Paulo Speller afirmou que, mesmo com as dificuldades financeiras que as universidades federais atravessam, a UFMT vai contratar técnicos para trabalhar no laboratório e também assegurar a contrapartida que lhe cabe no convênio para garantir seu funcionamento.

A instalação do laboratório de reprodução animal em Mato Grosso poderá ajudar também na multiplicação de animais silvestres que foram sumindo da paisagem do Estado, com a acelerada ocupação do estado nas últimas três décadas.



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