Sexta feira, 28 de fevereiro de 2020 Edição nº 9578 19/04/2000  










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Raul Jungmann minimiza número de ocupações

Da Reportagem

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, afirmou ontem que o número de invasões anunciadas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) é "uma blague (brincadeira)”. Segundo o ministro, ontem havia 30 áreas invadidas em sete Estados, além de duas superintendências (Cuiabá e Salvador) do Incra ocupadas pelo MST. "E não mais do que isso”.

"Temos duas vítimas fatais nessa guerra simbólica: a verdade e a imprensa. Porque é simplesmente surpreendente que todo e qualquer número que o MST divulgue passe a ter o foro de verdade. Onde é que anda o bom jornalismo? Algum dos senhores foi ver essas invasões? Alguém foi verificar se elas ocorreram de fato, ou não?”, questionou o ministro.

Ao ser confrontado com os dados de ontem à tarde divulgados pelos sem-terra (cerca de 170 invasões), o ministro foi irônico: "Pela contabilidade do MST, o céu é o limite”.

Pelos dados do ministério, há duas sedes do Incra ocupadas: na Bahia, com quatro reféns, e no Mato Grosso (desde o dia 23 de março). "Nesses casos fica absolutamente claro o desrespeito aos direitos humanos, que confundem o legítimo direito de manifestação”, afirmou Jungmann.

De acordo com as informações do ministério, os maiores registros de invasões estão em Pernambuco, com 16 áreas (sendo 7 em Petrolina).

Também há invasões no Rio Grande do Sul (três áreas), no Rio de Janeiro (uma fazenda), no Espírito Santo (duas fazendas), em São Paulo (três fazendas invadidas domingo e uma segunda), na Paraíba (duas fazendas) e em Minas Gerais (uma fazenda de propriedade da Rede Ferroviária Federal).

Jungmann disse não ter "a menor sombra de dúvida” de que essas invasões foram feitas para criar "um clima de intranquilidade na sociedade na véspera dos 500 anos”.

"Esses atos não configuram luta por terra, não configuram a necessidade de se obter desconcentração da propriedade fundiária e a redistribuição do que quer que seja. São atos de cunho essencialmente político, e como políticos eles devem ser tratados”, disse.

Medidas - O ministro anunciou que, em decorrência dessas invasões e dos reféns que foram feitos pelo MST, assinará duas portarias para impor sanções. A primeira é que nenhuma das terras invadidas será objeto de vistoria ou de desapropriação por parte do Incra.

A segunda é que "todas as pessoas que forem envolvidas nesse ilícito (fazer servidores públicos reféns) serão desqualificadas no processo de reforma agrária” -ou seja, não terão acesso a créditos ou a terras de assentamentos, caso sejam habilitados. "Não se justificam essas atitudes fascistas”, afirmou o ministro.



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