Quinta feira, 23 de janeiro de 2020 Edição nº 10101 21/10/2001  










ADILSON LOPESAnterior | Índice | Próxima

Por baixo

Miguelando

Papo é o seguinte: ou muita gente no meio político não está se lembrando ou, sabe-se lá por quais conveniências, fazendo que não se recorda, da importância do Quociente Eleitoral (QE) nas eleições.

Determinante

Tento explicar. QE, para quem não sabe ou se esqueceu, é aquela conta, complexa paca, que determinará o número de deputados, federais e estaduais, que elegerá cada partido e/ou coligação.

Cálculo

O QE é o número resultante da divisão do total de votos válidos – nominais (aos candidatos) ou nas legendas (brancos e nulos ficam fora) – pelo número de vagas, 24 na Assembléia e 8 na Câmara Federal.

Só juntando

Em 98, o QE foi superior a 90 mil votos, para a Câmara; e a mais de 30 mil para cada vaga na Assembléia Legislativa. Em resumo: nenhum dos deputados, estaduais ou federais, se elegeu por si próprio.

Sobras

O que complica uma barbaridade o cálculo, em princípio e aparentemente muito simples, é a questão das sobras em cada legenda ou coligação. Muitas vezes, são as sobras que influem decisivamente.

Partidos

Como não é difícil perceber, é muito claro que os candidatos dependem muito mais de seus partidos para se elegerem do que o contrário. Não parece então muito injusto o atual enfraquecimento das siglas?

De quem é?

O raciocínio, inevitavelmente, leva também à conclusão de que os mandatos parlamentares, com raríssimas exceções, pertencem, de fato e de direito (teoricamente), aos partidos e não aos parlamentares.

Brechas

Quando assinalo de direito apenas teoricamente, refiro-me às brechas existentes na legislação, que permite, por exemplo, o indecente troca-troca de siglas que ocorreu recentemente em todo o Brasil.

Rifa

Assim, os mandatos acabam, de fato, sob o domínio apenas de seus titulares. Estes, em muitos casos, simplesmente rifam as siglas pelas quais se elegeram, em nome de seus interesses individuais.

Reforma

Toda esta divagação, na verdade, acaba por desaguar na questão da urgente necessidade de uma ampla Reforma Política, há anos e anos encalhada no Congresso Nacional. Alguém tem interesse que ela avance?

Choradeira

O que se vê, invariavelmente, é apenas a choradeira, tardia e até inoportuna, dos que acabam prejudicados. Muitos deles congressistas, inclusive, que poderiam, em tempo hábil, ter feito algo a respeito.

Turbilhão

Na esteira das brechas da legislação, as negociações políticas rolam soltas nos bastidores. Algumas sérias e até transparentes. Outras nem tanto e até respaldadas apenas nos interesses individuais ou grupais.

Bamboleando

Fracos por força da Lei e de suas mazelas, os partidos caminham na corda-bamba. Neste quadro, o PSDB tentou dar uma resposta à sua própria dissidência, em ato chamado de filiação em massa.

Nem tanto

A ação foi válida. Afinal, é próprio da pré-campanha eleitoral, além, naturalmente, de satisfazer a possíveis e prováveis egos. Se atingiu os objetivos visados pelos mentores, só eles próprios para saber.

Afluência

Segundo a um “setor agrícola”, mais de duas mil pessoas estavam no Clube Dom Bosco no ato tucano. Já o “setor agrícola” contrário contabilizou apenas e tão somente perto de 800 pessoas. E aí?

Índice

Como não esteve presente, o escriba propõe a criação da MPA – Média de Público Agrícola. Soma-se o estimado pelos dois “setores agrícolas” litigantes, dividindo-se o resultado por dois. De acordo?

Média

No caso da festa de filiação dos tucanos, se soma as mais de duas mil pessoas, estimadas por uma “plantação”, aos 800 da outra e chega-se aí nas três mil. O MPA então fica nas 1.500 pessoas. Tudo bem?

Faturamento

Estava claro que o ato foi assim para dar maior ênfase à conquista do deputado federal Wilson Santos, ex-PMDB, pelos tucanos. O oba-oba maior, porém, foi faturado pela primeira-dama, Thelma de Oliveira.

Cuidados

Está então comprovado que os partidos também precisam estar alertas em relação aos atos públicos que organizam. Especialmente no que se refere às expectativas que geram o próprio seio partidário.

Dimensão

Nesta fase de negociações políticas, particularmente, as demonstrações de força são importantes. Tem que ser corretamente dimensionadas para que não gerem desnecessárias frustrações.

Administração

Candidaturas eleitorais têm, no decorrer do processo, altos e baixos, o que é muito natural e do jogo. Sai-se muito melhor aquelas que administram estas fases, cotidianamente, e chegam bem na reta final.

Maratona

Pode-se comparar, no caso, ao desempenho dos maratonistas. Eles têm que correr mais de 40 kms. Os que vencem, geralmente, são os que melhor sabem como dosar corretamente as energias. Eleição é maratona.

Na boa

Neste aspecto, inclusive, há que se reconhecer que o PL, até em sua possível ambigüidade, dá mostras de que se posiciona muito bem na conjuntura da disputa. Mais que disputar, o partido é disputado.

Melindres

O PL, entretanto, terá que cuidar para não se tornar vítima de seu próprio fortalecimento. Nestes momentos, a ciumeira e fogueira de vaidades sempre acabam surgindo. E não raras vezes, prevalecendo.

Conquista

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Humberto Bosaipo, é o líder maior do PL. Uma posição conquistada e que não pode hoje ser contestada apenas e tão somente por questiúnculas e egos magoados.

Será?

PMDB e PT de Mato Grosso começaram conversações sobre as eleições. Objetivo seria o de avaliar posições políticas, encontrar convergências para tentativa de futura aliança. Será que agora vai?

Normalidade

Aí gente. Todo mundo reza pela paz e retorno à normalidade. Mas a qual normalidade se quer retornar. Aquela onde prevalecem as injustiças e acabam levando a novos conflitos? Té Mais!

Adilsonlopes@uol.com.br



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