Domingo, 20 de agosto de 2017 Edição nº 10074 23/09/2001  










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Professor diz que princípio é conservador

Da Reportagem

O professor universitário e dentista descendente de libanês, Nasser Hussein Fares, 42 anos, é muçulmano de tradição familiar, porém afirma que não é um seguidor do islamismo. Acredita que os conceitos, princípios e a prática definido no Alcorão são “conservadores” e não correspondem a exigência da realidade. “O muçulmano por exemplo não pode cobrar juros, não pode beber, e mesmo aplicações como compra de dólar é contestada. Há algumas coisas que precisam mudar. Duvido que árabes muçulmanos que trabalham no comércio aqui seguem. Eu fiz uma opção, gosto de beber. Cuiabá é muito quente”, brinca Fares.

Para o médico Walid Khaled Omais, 36 anos, a sua religião é sua vida. Ele afirma que a reformulação de conhecimentos, o constante estudo e atualização o fazem seguir as regras como as cinco orações por dia, a prática do jejum sem prejudicar sua vida prática. “O islamismo precisa passar por revisões de conhecimento. Temos que estudar para verificar o que se pode fazer ou não, a situação mundial impõe revisões, mas cabe a cada um encontrar suas respostas com base em sua consciência”, analisa.

Enquanto Fares, que nasceu na tradição, prefere adotar hábitos ocidentais, o estudante de Computação da Universidade Federal de Mato Grosso, Hildebrando Arruda Júnior, 25 anos, faz o caminho inverso. Ele deixou sua religião, católica apostólica romana, há quatro meses e foi batizado como Khaled Saif Din para seguir as leis do Alcorão. “Tenho contato com colegas árabes que me convidavam a conhecer sua cultura desde criança. Mas nunca me interessei. Hoje estudo, freqüento e gosto”, afirma. Segundo Saif Din, o que mais lhe chamou atenção no Islã foram os compromissos assumidos por cada pessoa para formar uma família. “Os laços afetivos, o compromisso, a segurança e a responsabilidade que o casal deve assumir resultam numa ligação mais forte e estruturada. Temos limites, conduta moral e regras”, diz.

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