Domingo, 20 de agosto de 2017 Edição nº 10074 23/09/2001  










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Muçulmano contesta forma como história é contada

Da Reportagem

A reação popular norte-americana com a divulgação das investigações da polícia indicando que árabes participaram do atentado provocou uma morte e cerca de 40 agressões a árabes que vivem no país. Isso mostra que a associação popular de grupos terroristas aos árabes muçulmanos é imediata.

Segundo a CIA, o serviço secreto norte-americano, o principal suspeito de planejar os atentados é um árabe muçulmano, Osama Bin Laden, caracterizado como fundamentalista e descrito em reportagens sobre o assunto com o homem que estaria materializando o desejo de árabes muçulmanos em “dar o troco” ao governo norte-americano por sua histórica postura intervencionista em outros países. Bin Laden que chegou a ser comparado ao Che Guevara da revolução islâmica, vive hoje no Afeganistão, país onde a maioria é muçulmana e vive sob o sistema do partido fundamentalista Taliban desde 1996. Logo, entender o que os seguidores do islamismo mundo afora vivem e professam passou a ser foco de curiosidade.

O seguidor do islamismo em Cuiabá Khaled Omais, 57 anos, avalia que essas atitudes contra seus “patrícios” são explicadas pela forma como a história recente de conflitos no oriente médio é transmitida ao ocidente. Ele defende que se criou no imaginário popular ocidental a idéia de que árabes palestinos, libaneses, egípcios são os vilões que vivem permanentemente em guerra. “Tudo que se sabe está diretamente ligado aos conflitos entre palestinos e judeus pela ocupação do Estado de Israel, criado em 1948, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, de um ponto de vista. Com a saída de mais de 2,5 milhões de Palestinos que não aceitaram desocupar a terra em que viviam há séculos para abrigar os judeus, o conflito se espalhou por todos os países vizinhos. Porém, sempre venceram aqueles que têm apoio armamentista que vem dos norte-americanos”, avaliou.

A partir de 1948 o oriente médio abrigou 10 guerras por disputas territoriais. A primeira delas foi a árabe-israelense, motivada pela criação oficial do estado de Israel para abrigar judeus espalhados pelo mundo desde 70 depois de Cristo. Desde então vieram a guerra de Suez, dos Seis Dias, Setembro Negro, Yom Kippur, Intifada, guerra do Líbano, revolução xiita no Irã, guerra do Irã/Iraque e por último a guerra do Golfo.

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