Quarta feira, 20 de agosto de 2014 Edição nº 10072 21/09/2001  










RODRIGO LOURENÇOAnterior | Índice | Próxima

Família lembra ‘aniversário’ hoje

Caso mais notório de violência contra criança volta à cena no dia em que governo encerra conferência sobre tema

ROSI MEDEIROS
Da Reportagem

No momento em que Cuiabá sedia a “III Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente”, a família adotiva do garoto Rodrigo Lourenço busca mostrar a indignação com assassinato dele através de outodoors espalhados pela cidade, lembrando que se ele estivesse vivo completaria 3 anos hoje.

Rodrigo, que era chamado pela família adotiva de Victor Hugo, foi espancado com um cabo de vassoura até a morte pela mãe biológica Ana Carolina Lourenço, 18 anos, na madrugada do dia 17 de janeiro deste ano. Ana Carolina está internada no Lar Menina Moça, onde cumpre medida sócio-educativa de três anos. A sentença foi baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que na época do crime ela ainda era menor de idade. O padrasto do garoto, Adailton Moura Lara, 25 anos, também é acusado de ajudar no assassinato. Ele aguarda julgamento em liberdade.

“Não houve punição de nenhum culpado. Adailton está solto, ela (Ana Carolina) está na mordomia. É difícil”, disse ontem a mãe adotiva Adriana Aquino Braga, que brigava na Justiça pela guarda do garoto. Ela também aponta a responsabilidade da Justiça. “Os únicos que poderiam evitar eram eles. Quarenta e cinco dias antes (do assassinato), eu fui lá alertar de que era isso que ia acontecer”, destacou, ao falar das denúncias que foram encaminhadas com fotos comprovando as agressões sofridas pela criança.

Indignada, a família espalhou outdoors pela cidade com a frase: “Se a Justiça permitisse, hoje eu estaria completando 3 anos de Vida!”, com a foto do garoto. “Eu sei que há muitos Victors Hugos por aí. Ele pagou por vizinhos que não quiseram denunciar. Todo mundo se omitiu”, disse, magoada. E ela faz um apelo: “Eu queria que denunciassem. Que as pessoas não tivessem medo”.

Adriana considera que a fatalidade deve suscitar discussão. “Eu espero que Lei seja modificada”, falou. Ela acredita que o fato mostra que as informações sobre o processo de adoção devem ser bem divulgadas. “Eu não sabia que a mãe tinha que perder o pátrio poder (direito sobre a guarda do filho)”, disse. Ela ressaltou que as pessoas não devem ter medo da adoção e incentiva. “Adotem porque a adoção é gratificante. Nós é que fomos privilegiados por termos tido o Victor. Ele fazia bem para gente. Era uma criança dócil, cheia de vida”, ressaltou.

FUTURO – Quando matou o filho, Ana Carolina estava grávida de quatro meses. Hoje as duas crianças, o bebê, um menino de dois meses e outra filha que ela teve com Adailton, de 1 ano, estão no Lar da Criança. A família de Adailton busca na Justiça ter a guarda das crianças.

Caso a Justiça decida pela adoção das crianças, Adriana disse que vai pedir que sejam selecionadas famílias que morem no exterior. “Se for aqui, ela vai infernizar a vida do casal que os pegar”, argumenta. Ela considera que dessa forma as crianças estarão protegidas. “Eles não têm culpa de nada. Tem tanta família que pode dar um futuro bom para eles”, disse.



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· Estou com você Adriana, fiquei muito cho  - Rosane Maria Schmeing

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