Quarta feira, 26 de junho de 2019 Edição nº 10041 18/08/2001  










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Em Chapada, o som da viola e as canções de Almir Sater

O cantor mostra o melhor de seu repertório hoje à noite em Chapada dos Guimarães

Da Reportagem

O som da viola, e músicas como Rio de Lágrimas, Peão, Romaria, Viola de Buriti, estão no repertório de Almir Sater que se apresenta hoje em Chapada dos Guimarães. Suas composições, que falam de fronteiras, águas, canoas, boiadas, peões, varandas, galopes e pássaros, assim como suas obras instrumentais, fizeram dele, desde a década de 80, um músico singular.

Natural do Mato Grosso do Sul, toca violão desde criança, mas só foi descobrir a viola caipira – instrumento que o celebrizou - no Rio de Janeiro, aonde foi estudar Direito. Desistiu de ser advogado e foi ter aulas com o violeiro Tião Carreiro. Mais tarde voltou para Campo Grande e formou a dupla Lupe e Lampião. Em 1979 foi para São Paulo e passou a acompanhar cantoras como Tetê Espínola e Diana Pequeno, além de integrar o show "Vozes & Violas".

Desde o início, passeia livremente pelo som da música popular urbana, a sertaneja, Villa-Lobos, os pagodes de Tião Carreiro, e da fronteira do Mato Grosso, do Vale do Jequitinhonha e de outros reinos da viola.

Foram todas essa informações, gostos e técnicas que levou para o estúdio, para fazer seu primeiro disco, que saiu pela Continental. O disco pegou a mídia de surpresa: um músico jovem de Mato Grosso reinventava a viola, trazendo ingredientes novos ao então desprestigiado som rural.

No segundo LP, Doma, em 1982, surgiu a parceria com Renato Teixeira, que daria, ao longo da amizade, excelentes frutos. Nesse disco, 'Peão', da dupla, abriu o lado A e entrou na trilha da novela Fera Radical, da Globo. Quando conheceu o compositor de 'Romaria', Almir encontrou um semelhante, um vizinho de alma, identificando-se com sua forma de cantar e compor, e também na maneira de conduzir a carreira. Aos poucos foi se integrando a uma rede de músicos de gerações próximas, com trabalhos que apontavam para a mesma direção: temas que falavam das regiões de onde vieram.

O primeiro disco instrumental saiu em 1985, após longa viagem de pesquisa no Pantanal (que resultou no documentário Comitiva Esperança, produzido com Paulo Simões em parceria com a Tatu Filmes, de São Paulo), e mostrou a qualidade de violeiro em 'Corumbá', 'Luzeiro', 'Viola de Buriti' e, novamente, sua admiração por Tião Carreiro, em 'Rio de Lágrimas'. Em Cria, no ano seguinte, produzido por Carlão de Souza, o som ficou mais pop, com a entrada forte de guitarras, sax, teclados e baixo. O repertório trouxe novas parcerias com Renato e Paulo Simões, e a regravação do mesmo clássico de Tião, seguramente um dos mais lembrados do gênero por cantores de todas as gerações. Depois de lançar outros discos e abrir o Free Jazz Festival de 1989, Sater atuou na novela "Pantanal", da TV Manchete, que o projetou nacionalmente, junto com sua música. Em seguida, continuou como ator, estrelando "Ana Raio e Zé Trovão", da mesma emissora. Afastou-se das novelas para se dedicar mais à música, lançando "Terra de Sonhos" em 1994, mas dois anos mais tarde voltou a atuar em "O Rei do Gado", da TV Globo.





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