Segunda feira, 24 de junho de 2019 Edição nº 9993 01/07/2001  










FÉ E DEVOÇÃOAnterior | Índice | Próxima

Termina hoje mais uma Festa de São Benedito

ALECY ALVES
Da Reportagem

Hoje, último dia da festa de São Benedito, estão sendo esperadas mais de 20 mil pessoas no Largo da Igreja do Rosário, onde às 5 h começam as celebrações religiosas.

Primeiro vem a missa campal, celebrada do altar instalado ao lado da imagem de tamanho natural do santo negro. Depois as comemorações seguem com o tradicional “chá com bolo”, atrações culturais(danças típicas) e o almoço com pratos regionais como paçoca de carne(socada no pilão de madeira).

Mas o ponto alto de louvor a São Benedito deverá ser a procissão, prevista para às 17 h. A imagem do santo será carregada pelas principais ruas da cidade (partes das avenidas Tenente Coronel Duarte, Getúlio Vargas e Generoso Ponce).

Às 19 h, quando a imagem já estiver novamente na igreja, recomeçam as comemorações festivas – jantar e baile popular sob o som de bandas regionais de rasqueado.

Este ano os cuiabanos comemoram 280 anos de devoção a São Benedito, uma tradição que começou dois anos depois da fundação da cidade. A história registra que o culto ao santo começou com os negros em 1721, através uma imagem trazida de Portugal ou da Bahia.

São Benedito teve como primeiros devotos pessoas muito pobres, que superando suas próprias dificuldades financeiras conseguiram construir a primeira capela para o santo - na antiga “Rua do Sebo”, hoje Pedro Celestino.

Com a aprovação do estatuto da irmandade de São Benedito, em 1897, mudou o perfil dos devotos, que passaram a ser pessoas de maior poder aquisitivo a partir daquelas que participaram da oficialização do movimento. Por volta de 1922 as celebrações se popularizaram envolvendo todas as classes sociais.

O SANTO – Nascido em São Filadelfo, vilarejo italiano da Sicília, em 5 de outubro de 1524, São Benedito era filho de uma família de descendente de escravos trazidos da Etiópia.

A história conta que São Benedito, ainda menino, foi pastor de ovelhas e enquanto o rebanho pastava ele fazia as orações que aprendera com o pai Cristovão Manasseri. Um dia ouviu o chamado de Deus: Vá, venda o que tem, dê aos pobres e siga-me”.

Depois de anos de penitência e peregrinação integrou-se aos “Irmãos Eremitas Franciscanos”, uma irmandade austera onde vivia em absoluta solidão e pobreza. Lutou pelo fim da discriminação e pela liberdade dos negros. Morreu em 1589(aos 75 anos) e foi beatificado em 1763 e canonizado 44 anos depois pelo papa Pio VII.



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