Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 9993 01/07/2001  










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Na ponta do lápis, biografias de anônimos

Da Reportagem

Todos os dias, Eugênio Carvalho acorda cedo, ouve o noticiário no rádio e não assiste televisão. Segundo ele, “a televisão brasileira, salvo raras exceções, ainda não cumpriu sua função, que é a de informar e educar”, afirma. Seu trabalho hoje é cuidar do jardim da casa onde mora, próxima ao Horto Florestal de Cuiabá. Em seu quintal, se dedica a produzir mudas de árvores nativas. “Virei um amante da natureza, preocupado que estou com o desaparecimento de frutas como a pitomba, a fruta-pão e a jabuticaba”.

As mudas ele dá ou vende a amigos. “Não é um comércio, é uma atividade sócio-ambiental”, afirma. Não há quem não o conheça ou o tenha visto na Assembléia Legislativa. É lá onde trabalhou 38 anos que ele quase todos os dias busca o adubo para suas plantas e, de certo modo, continua a colaborar para o jornalismo de sua terra. Gabinete por gabinete, ele passa recolhendo jornais e revistas velhos. Em sua casa, ele joga tudo no fundo do quintal. “Em questão de anos, vira tudo um ótimo adubo”.

Está também reunindo em livro as crônicas que escrevia em jornais e escrevendo “biografias de pessoas anônimas, que se dedicam a fazer o bem”, diz. Saudade, ele tem de sua infância. “Sabe, torço para que meus sete netos (ele tem cinco filhos) tenham a mesma infância feliz que eu tive”.

Para as pessoas que encontra em suas andanças, Eugênio Carvalho deixa sempre uma mensagem baseada na filosofia de vida do líder indiano Mahatma Gandhi, de quem já leu cinco biografias. “Ele sim, mesmo não tendo sido um cristão, foi o santo do século, pois não existem os heróis da ação, mas os heróis da renúncia e do sofrimento”. (OM)

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