Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 9993 01/07/2001  










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A vida ativa do comunicador Eugênio

Fundador da Revista Contato, que deu origem a Grupo Vila Real, ele hoje se dedica à natureza

GERALDO TAVARES/DC
Dedicado à natureza, ele diz: “estou preocupado com o desaparecimento de frutas como a pitomba, a fruta-pão e a jabuticaba”
ORLANDO MORAIS
Da Reportagem

Para o jornalista pioneiro no rádio e na televisão mato-grossense, Eugênio Carvalho, a expressão “trabalhador inativo” é pejorativa. Aos 69 anos, ele diz que trabalha ainda mais do que nos tempos em que era considerado “ativo”. E olha que um dos fundadores da Rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá, da Rádio Cultura de Cuiabá, da TV Centro América, do Grupo Vila Real de Comunicação, das revistas Contato e Mato Grosso em Revista e do Jornal do Dia tem uma história que se confunde com a história dos meios de comunicação em Cuiabá.

Filho de Heráclito Francisco de Carvalho e Hilda Peres de Carvalho, Eugênio Carvalho nasceu em Cuiabá no dia 3 de março de 1932. Teve uma infância modesta e feliz. Modesta porque seu pai era barbeiro e depois comerciante em um armazém na Rua Galdino Pimentel, onde vendia de tudo. E “feliz porque na Cuiabá daquela época, em todas as ruas, crianças brincavam”, afirma ele.

Eugênio Carvalho diz que tem amizades feitas durante a sua infância que perduram até hoje, “porque a cidade era mais propícia a amizades”, diz. Nas horas em que não estava ajudando os pais no comércio, ele gostava de seguir seu avô à Biblioteca Municipal, onde trabalhava. “Meu avô me dizia: ‘comece a ler pelo menos durante 20 minutos por dia’; eu comecei e, a partir daí, nunca mais parei. Ler era a minha maior diversão”.

Os primeiros estudos, Eugênio Carvalho fê-los em escolas públicas, “que naquela época eram bem melhores do que as particulares”, afirma ele. “Hoje, os governos estão mais preocupados em instruir do que em educar as crianças brasileiras. E há uma grande diferença entre uma coisa e outra”. Segundo ele, instrução não é mais do que a transmissão de um conhecimento, que logo poderá ser esquecido. “Mas a educação, esta sim, modifica o que a pessoa leva dentro si, e dura o resto da vida”. Eugênio Carvalho costuma dizer que foi “instruído e educado pelos padres salesianos” do Colégio São Gonçalo. Foi a educação que recebeu lá que, segundo ele, formou o seu caráter, a pessoa que é hoje. Mais tarde, ainda estudou Contabilidade na Escola Técnica de Mato Grosso e Direito na UFMT, “não para exercer essas funções, mas para ser um melhor jornalista”.

Sua participação na história das comunicações em Cuiabá começou em 1957, quando tinha 25 anos, e assumia a responsabilidade do casamento com a cuiabana Nise Benedita de Souza. Sua bela e firme voz lhe deu a coragem para participar de um teste na Rádio A Voz D’Oeste. Tendo passado, participou da primeira rádio-novela já feita em Mato Grosso: “A Esperança Voltou”, escrita por Nilton Aguiar.

A partir daí, começou a trabalhar como narrador esportivo e locutor comercial. Com a ajuda de colegas, em 1959 Eugênio Carvalho ajudou a fundar a Rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá e, logo depois, a Rádio Cultura de Cuiabá. “Por ser de propriedade de políticos, a Rádio Cultura só funcionava em época de eleições, o que era lamentável; por isso, tivemos a idéia de arrendá-la por cinco anos”, diz ele.

Em 1969, época de fundação da TV Centro América, foi convidado para apresentar o primeiro programa esportivo da televisão mato-grossense. Paralelamente ao trabalho na rádio e na TV, Eugênio Carvalho ainda achava tempo para editar a “Mato Grosso em Revista”, durante três anos. Nessa época, já era o assessor de imprensa da Assembléia Legislativa, função que exerceu de 1963 até se aposentar, em 2000.

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· Chapada dos Guimarães MT, 3/7/2001.   - Carlos Eduardo Louback




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