Segunda feira, 19 de agosto de 2019 Edição nº 9993 01/07/2001  










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Crescem taxas de anorexia e bulimia

Quanto mais tarde começa o tratamento, mais difícil fica a recuperação, segundo os especialistas

JOSÉ LUIZ MEDEIROS/DC
Anorexia e bulimia têm algo em comum: existência de obsessão por comida e medo de engordar
PATRÍCIA SPECHT
Especial para o DIÁRIO

É feito brincadeira de esconde-esconde. A anoréxica guarda comida no armário e a bulímica se tranca no banheiro para vomitar. Tudo velado e silencioso, motivado por um medo quase insano de engordar. Os pais, na maioria das vezes, nem percebem que estão envolvidos numa jogada de alto risco que faz novas vítimas a cada dia. Entre 1% e 3% das adolescentes adoecem com anorexia, e a mortalidade é alta: entre 5% e 15%. Na bulimia, a incidência é maior: fica entre 4% e 9%, com taxas de mortalidade estimadas em cerca de 3%. Há registro de meninos doentes, mas os casos são menos freqüentes.

“A anorexia e a bulimia estão crescendo em todo o mundo, assumindo proporções epidêmicas”, alerta a psicóloga e terapeuta de família Maria Amélia Jaeger de Souza.

A prova do avanço dos transtornos alimentares está nas fichas dos pacientes. Antes, a bulimia e a anorexia eram doenças quase exclusivas de garotas com idade média de 15 anos, de alto poder aquisitivo. Hoje, não há limites. Já foram registrados casos de meninas com 11 ou 12 anos de idade, muitas delas originárias de famílias carentes. “Hoje elas são doenças de todos”, afirma a psicóloga e terapeuta de família Ieda Zamel Dorfman.

Tanto a anorexia – recusa de comer e perda excessiva de peso – quanto a bulimia – ingestão de grande quantidade de alimentos seguida de vômitos auto-induzidos, uso de laxantes e diuréticos – se parecem em aspectos cruciais: a existência de uma obsessão por comida e um medo quase incontrolável de engordar. Além disso, nos dois casos, há uma recusa em aceitar-se doente.

Entre as anoréxicas, a extrema magreza costuma ser o sinal de alerta. Com as bulímicas, até a aparência colabora para camuflar a doença, já que a forma corporal não é radicalmente alterada, e os episódios de vômitos e de purgação são secretos. “Entre o aparecimento da doença e a procura por ajuda médica, as bulímicas demoram, em média, cinco anos. Se os pais têm dúvida em relação ao comportamento dos filhos, é melhor consultar um especialista. Quanto mais tarde começar o tratamento, mais difícil fica a recuperação”, alerta a psiquiatra especialista em infância e adolescência Patrícia Castellanos Sanches.

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