Sábado, 23 de março de 2019 Edição nº 9614 27/05/2000  










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Regis assume prefeitura de São Paulo

O prefeito interino recorreu a antigos amigos para iniciar a montagem de sua equipe de governo

Folha Imagem
Regis de Oliveira em seu gabinete após assumir a prefeitura de São Paulo
Da Reportagem

Sem conseguir fechar acordos com os principais partidos na Câmara, o prefeito interino de São Paulo, Regis de Oliveira (PMN), que assumiu o cargo ontem em substituição a Celso Pitta (PTN), recorreu a antigos amigos para iniciar a montagem de sua equipe.

Os três integrantes do primeiro escalão anunciados ontem -os secretários de Finanças e Governo, além do corregedor-geral da prefeitura- são amigos antigos de Oliveira e têm pouca experiência em cargos públicos.

O secretário de Finanças, Tiago de Paula Araújo, por exemplo, é amigo do prefeito interino desde a infância -conheceram-se há mais de 40 anos, na cidade de Monte Aprazível (475 km a noroeste de São Paulo, na região de São José do Rio Preto).

Já o novo secretário de Governo, Moacir Tutui, outro amigo de décadas, tem como única experiência política o fato de ter sido, há 30 anos, presidente da Câmara Municipal de Junqueirópolis (635 km a noroeste de São Paulo). Ele é procurador de Justiça aposentado -mesma condição do novo corregedor-geral da prefeitura, Luiz Carlos Galvão de Barros.

Técnicos - O prefeito interino afirmou ontem que é esse o perfil dos secretários que almeja. "Quero um gabinete de técnicos. Vou levar engenheiros para onde engenheiros são necessários e médicos aonde eles ficam bem”, afirmou.

Ligado ao direito, Oliveira demonstrou que terá predileção especial por pessoas de formação semelhante. "Se eu puder, quero trabalhar com muitos promotores e juízes aposentados”.

Ao mesmo tempo em que rejeita indicações políticas de secretários, o prefeito interino disse que quer governar "com todas as forças políticas”. "Quero ter uma base de apoio de 55 vereadores (o total da Câmara)”, afirmou.

Segundo Oliveira, isso será possível porque ele não pretende se candidatar a nada nas eleições municipais de outubro caso se mantenha no cargo. "Como eu não tenho pretensões políticas, vai ser mais fácil contar com todos os partidos, do PT ao PPB”.

Confiança - Apesar do otimismo, Oliveira não começou bem em seu ideal de atrair todas as forças políticas. PT e PSDB, por exemplo, recusaram onteme mesmo participação na nova administração.

"Ainda não ouvi isso desses dois partidos, portanto não vou comentar. Mas continuo confiante em contar com a ajuda deles”, declarou o prefeito interino.

Tomando cuidado para não usar a palavra "devassa”, Oliveira assegurou que sua gestão realizará uma "investigação profunda” da administração de Pitta, marcada por denúncias de corrupção e de mau uso do dinheiro público.

"Os paulistanos podem ter a certeza de que tudo que precisar ser investigado será durante meu período como prefeito. Darei ordem a todos os secretários para que promovam uma investigação profunda em tudo o que for suspeito. A marca de minha gestão será a transparência”, disse o prefeito interino.

Para isso, ele prometeu buscar ajuda do Ministério Público. "Os promotores serão nossos parceiros”, afirmou.

"Limpeza” - Ele prometeu uma "limpeza física e ética na cidade”. "Não são só os muros que estão sujos. A política da cidade também está”.

Na mesma linha "moralizadora”, o prefeito em exercício anunciou a recriação da corregedoria da prefeitura, cargo que ele mesmo ocupou durante parte da gestão Pitta.

Oliveira afirmou ainda que a população e a imprensa terão "total acesso” aos atos do Executivo. "Qualquer vereador ou líder comunitário poderá falar comigo sem problemas”, disse.

Ele afirmou que espera ficar no cargo até o final do ano, quando assume o prefeito a ser eleito em outubro. Mas disse que isso não depende dele.

"É uma decisão da Justiça, tenho que esperar para ver o que decidem. Se eu ficar sete meses, terei tempo de fazer muitas coisas”, afirmou.

Oliveira também prometeu "trabalhar em parceria” com o governador Mario Covas e o presidente Fernando Henrique Cardoso. Na segunda-feira, às 10h, ele visitará Covas.

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