Domingo, 23 de fevereiro de 2020 Edição nº 15392 22/01/2020  










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Prefeito vai requerer prédio da Escola Nilo Póvoas ao Estado

A medida significaria uma oferta de mais 750 vagas para a educação infantil de zero a cinco anos em período integral, com a expectativa de 300 vagas imediatas

DINALTE MIRANDA/DC
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

O prefeito Emanuel Pinheiro se posicionou em relação à Escola Estadual Plena Nilo Póvoas, que fica no Bairro Bandeirantes, em Cuiabá. Mantida pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a unidade escolar, que hoje oferta o ensino médio, será transformada em um centro de referência em educação inclusiva. Para Pinheiro, uma escola municipal no local seria um ganho ainda maior para o cidadão cuiabano.

Em artigo publicado ontem (21), intitulado “Uma solução cuiabana para o Nilo Póvoas”, Pinheiro diz que como prefeito da capital e, em respeito à instituição de ensino, que completa neste ano de 2020, 50 anos de vida na história da educação pública de Cuiabá é que, tomou a decisão, “de requerer ao Governo do Estado de Mato Grosso a cessão da unidade física da escola para a Prefeitura Municipal de Cuiabá”.

“Recentemente tive conhecimento pela mídia sobre novos projetos de ocupação da unidade, porém, ainda ficam fora da atividade-fim da escola que é a formação dos alunos na educação. Acredito que um prédio como o da escola Nilo Póvoas não pode ser destinado para servir simplesmente como apoio, até porque existem outros prédios ociosos do Governo do Estado em Cuiabá para que possam desenvolver este fim extracurricular da educação. Acredito que uma escola municipal naquela localização seria um ganho ainda maior para o cidadão cuiabano”, afirma o prefeito no artigo.

Pinheiro segue lembrando que uma explosão de desenvolvimento econômico e fluxo migratório tem acompanhado Cuiabá nos últimos 50 anos. “Com o crescimento exponencial da nossa capital, temos uma necessidade imperiosa do município em continuar ousando na oferta de mais vagas para a educação infantil, especialmente, porque, apesar de avançarmos muito e termos criado duas mil novas vagas, ainda temos um déficit em torno de cinco mil vagas”, frisou.

Segundo ele, ocupar o prédio da “Nilo Póvoas” significaria, não só uma oferta de mais 750 vagas para a educação infantil de zero a cinco anos em período integral e já com a expectativa de 300 vagas imediatas, mas uma economia aos cofres municipais de aproximadamente R$ 6 milhões. “Dinheiro este que seria utilizado na construção de três CMEIS (centro municipal de educação infantil) para suprir a demanda e que poderá ser melhor aplicado com a utilização da estrutura física da instituição”, reforçou. “Além de tudo isso, automaticamente vamos poder abrir mais vagas nas unidades dos bairros, porque os filhos dos pais que trabalham no Centro da capital estão, atualmente, ocupando vagas nas CMEIS que estão localizadas nos bairros”, acrescentou.

Com a “Nilo Póvoas”, os CMEIS, CEICS (Centro Educacional Infantil) em construção e as parcerias com as creches, a prefeitura pode chegar a ofertar cerca de 4,5 mil vagas em quatro anos do mandato do prefeito, que é considerado como um avanço sem precedentes para a educação infantil da cidade. “Eu tenho uma expectativa muito positiva de que vamos ter o apoio da Secretaria de Estado de Educação, do vice-governador Otaviano Pivetta e do governador Mauro Mendes, porque é uma decisão a favor de Cuiabá, a favor da educação pública e a favor das nossas crianças, que precisam muito de mais ofertas de vagas, especialmente da educação infantil da capital do Estado de Mato Grosso”, avalia Pinheiro.

Conforme a Seduc, o prédio que hoje abriga a “Nilo Póvoas” se transformará em um grande centro de referência em educação inclusiva. A informação foi anunciada na semana passada pela secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, que recebeu aval total do governador Mauro Mendes para implantação do projeto, que já está pronto para ser colocado em prática.

A ideia é que o espaço seja utilizado para atender a todo tipo de inclusão, não somente dos alunos portadores de deficiência, como surdos, mudos e autistas, mas também os alunos que encontram-se sofrendo com bullying, depressão, violência doméstica, automutilação e uma série de fatores que acabam interferindo na aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo. “Pensando no processo histórico e nos 50 anos da unidade, ela será desativada enquanto escola, mas continuará sendo uma unidade educacional da rede estadual de ensino denominada Centro de Referência em Educação Inclusiva Professor Nilo Póvoas”, disse.

Pela proposta, a unidade também será um espaço para monitoramento e formação de profissionais que trabalham com alunos inclusos; atendimento com uma equipe de multiprofissionais; fortalecimento do Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies) e do Centro Estadual de Atendimento e Apoio ao Deficiente Auditivo (Ceada) Professora Arlete Pereira Migueletti; atendimento da classe hospitalar, dos projetos Escola Gestora de Paz e Mediação Escolar, entre outras ações. “Penso que a inclusão vai muito além do atendimento à pessoa com deficiência. Precisamos avançar muito nas políticas públicas da educação inclusiva”, destacou Kliemaschewsk.

Para transformar o espaço no centro de referência, o prédio da Nilo Póvoas passará por uma reforma geral. Para tanto serão investidos R$ 3 milhões. A desativação da escola Nilo Póvoas faz parte do processo de reordenamento da rede estadual, visando otimizar os recursos financeiros, potencializar os espaços, melhorar a estrutura física das unidades e a demanda do atendimento aos alunos. Assim, foi deliberado o remanejamento dos alunos da unidade para a Escola Estadual Antônio Epaminondas, que fica no Bairro Lixeira, e que atende com as mesmas propostas pedagógicas de ensino médio em tempo integral. Hoje, a Nilo Póvoas atende 126 alunos, dos quais 32 finalizam o ensino médio no próximo mês de fevereiro, restando para o ano letivo de 2020 apenas 94 alunos do 1º e 2° ano.



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