Domingo, 23 de fevereiro de 2020 Edição nº 15389 17/01/2020  










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Sem Bolsonaro, número de pedidos de desfiliação do PSL quadruplica

Pedidos de desfiliação cresceram desde que Bolsonaro afirmou, em outubro do ano passado, que Luciano Bivar, presidente do partido, estava “queimado para caramba”

Da Folhapress – Brasília

O número de pedidos de desfiliação do PSL quadruplicou desde que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em outubro do ano passado, que o deputado Luciano Bivar (PE), presidente do partido, estava “queimado para caramba”. O levantamento foi feito comparando os três meses anteriores, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desde outubro, 1.256 pessoas pediram o cancelamento da filiação, quase quatro vezes mais do que os 90 dias anteriores, quando houve 363 pedidos. No entanto, o número é pequeno quando comparado aos 348 mil filiados do partido atualmente.

Mesmo com as desfiliações, o número de integrantes do partido ainda é bem superior ao de 2017, antes da filiação de Jair Bolsonaro. Naquele ano, o PSL tinha 246 mil filiados, quase 100 mil a menos do que o atual número.

Dois meses depois do início do conflito interno no PSL, quando o presidente Jair Bolsonaro já havia deixado a legenda, o Aliança pelo Brasil iniciou uma campanha que encorajava a desfiliação de outro partidos. O motivo é que apenas pessoas que não têm vinculação partidária podem assinar a criação de uma legenda.

O senador Major Olímpio (PSL-SP), líder do partido na Casa, ficou surpreso com os números. Ele afirmou que esperava uma quantidade superior de desfiliações. O parlamentar é mais ligado ao presidente do partido, Luciano Bivar.

“Me surpreende porque eu imaginei até que fosse um número superior. É um número absolutamente insignificante. Até porque como você tem parlamentares que são do PSL, mas estão fazendo a mobilização pelo Aliança, a direção do Aliança fazendo uma campanha nacional pelas redes, orientando como é que se desfilia”, afirmou.

Nilson Aparecido Barreto foi um dos que pediram a desfiliação do PSL. Ele trabalha na área de segurança em Embu das Artes (SP) e foi fiscal do partido nas eleições de 2018. Após pedir a desfiliação, ele também assinou a ficha de apoiadores do Aliança pelo Brasil.

“O PSL traiu tanto o presidente quanto os eleitores. O PSL teve uma chance de eleger a segunda maior bancada em Brasília e, de repente, começou a trair o presidente, metendo a mão, começou o laranjal. As pessoas não querem saber de eleger políticos corruptos mais”, afirmou Barreto, criticando o comando do PSL pelo deputado Luciano Bivar (PE).

O cancelamento da desfiliação ocorre quando o cartório retira o nome do eleitor da lista oficial de integrantes do partido. O ato pode ocorrer de duas maneiras. Na primeira, o interessado procura o partido, solicita a desfiliação e encaminha a comunicação ao juiz eleitoral. No caso de inexistência de órgão partidário municipal, o filiado pode comunicar apenas ao juiz eleitoral.

Apesar do crescimento de desfiliações, a quantidade é pequena também se comparada ao número necessário de assinaturas para a criação de um partido. São necessárias 492 mil apoios. Até agora, 118 mil pessoas imprimiram as fichas de apoio ao partido, mas ainda não é possível saber quantos de fato foram registrados em cartório.

Na opinião do senador Major Olímpio, o Aliança pelo Brasil não vai conseguir as assinaturas necessárias até o prazo máximo, em 6 de abril.

“Tenho absoluta certeza que não vai se consolida isso. Não estou torcendo contrariamente não, mas vai ser mais um partido político, o que me entristece são as formas pouco éticas de alguns integrantes desse Aliança de fazer uma campanha por desfiliação. Se o resultado foi de apenas 1,2 mil desfiliações, significa que não empolgou de jeito nenhum os quadros do partido. Se não empolgou dentro do PSL, estará empolgando muito menos a população”, disse.

A maior parte dos desfiliados são do estado de São Paulo (259), Santa Catarina (160) e Rio Grande do Sul (146). Em Brasília, que teve 47 pedidos de desfiliação, o militar da reserva Júlio César Alves Lento, morador de Sobradinho, região administrativa do Distrito Federal, disse que ele e a mulher foram motivados a pedir sua desfiliação do PSL após o racha que levou o presidente a sair do partido.

“Eu sou apoiador de Bolsonaro, acredito no governo do presidente. Agora, pretendo me filiar ao Aliança pelo Brasil”, declarou.



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