Segunda feira, 24 de fevereiro de 2020 Edição nº 15389 17/01/2020  










PATRIMÔNIO PÚBLICOAnterior | Índice | Próxima

Interditada, Vila Cuiabana será reconstruída em alvenaria

Em um período de 03 anos, esta é a segunda vez que as réplicas de casarões históricos precisam de manutenção ou reforma

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

As réplicas que retratam os primeiros casarões de Cuiabá, a denominada Vila Cuiabana, que fica na Orla do Porto, está interditada devido ao risco de desabamento. Em um período de três anos desde a entrega da obra pelo poder público, esta é a segunda vez que parte da estrutura construída em compensado precisa de manutenção ou reforma. Para resolver o problema causado, especialmente, pela ação do tempo como o sol e a chuva, os casarões desta vez serão reconstruídos em alvenaria (tijolos).

O lugar é um dos principais pontos de atração e a Vila Cuiabana, que traz a fachada de 12 casas construídas pelos cuiabanos ainda no período colonial. As réplicas estão interditadas desde outubro passado, mas o risco de a estrutura cair é apenas um dos problemas encontrados no espaço que completou apenas três anos de inauguração, em dezembro de 2016. Isso porque ao longo de 1,3 quilômetro, o piso ou a calçada conta diversos pontos quebrados ou soltos o que compromete a acessibilidade das pessoas, além dos banheiros interditados.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSU) informou que trabalha na contratação de uma empresa para execução da obra no local. A previsão é de que esse processo seja finalizado nos primeiros meses de 2020 e a partir da assinatura do contrato, a empresa terá o prazo de 120 dias para executar a obra. “O novo projeto estabelece que a estrutura seja reconstruída em alvenaria”, informou.

Dessa forma, conforme a SMSU, todo compensado utilizado na construção do espaço será substituído por um material mais resistente. Neste momento, por questão de segurança, a estrutura foi completamente isolada pelo órgão municipal. “Reforça que a estrutura foi levantada em 2016 e que a atual gestão tem buscado alternativas para preservação do patrimônio público”, destacou. O valor ainda não está definido, mas a intervenção deve custar entre R$ 600 a 800 mil.

A Vila Cuiabana faz parte do projeto de revitalização da orla, entre a Avenida Miguel Sutil e a XV de Novembro, no Porto, e sob um custo da ordem de R$ 28 milhões foi entregue em dezembro de 2016, ainda na gestão do ex-prefeito e atual governador de Mato Grosso, Mauro Mendes. A ideia de construção dos casarões para que os visitantes ou turistas possam conhecer um pouco da história da capital mato-grossense. Em novembro do ano passado, em matéria intitulada “Réplicas de casarões estão se deteriorando”, o DIÁRIO mostra que parte da estrutura já precisava de intervenção, inclusive, com a sacada de um dos casarões se soltando. Logo após, a manutenção foi feita pela a administração municipal.

AQUÁRIO MUNICIPAL - Segundo o secretário municipal de Serviços Urbanos, José Roberto Stopa, a instalação dos vidros está em processo de licitação. “Encontrou-se a fórmula dos vidros e está sendo licitado. A gente acredita que entre abril e maio do ano que vem consiga entregar obra. A licitação é só para os vidros porque o restante iremos fazer diretamente. Mas, o vidro é um material a parte e algo que precisa de fórmula para suportar a pressão e volume da água caso contrário estufa e pode causar um acidente grave”, explicou. Segundo ele, foi feito um estudo com empresa especializada para se chegar ao material adequado. “A licitação está em andamento e está sendo feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente”, destacou.

O aquário está fechado há quase 19 anos. Batizado de Justino Malheiros, o equipamento público deve ser considerado o grande “chamariz” dos turistas que vão passear pela orla. Mas, esta não é a primeira vez que o aquário fica fechado para reforma. Em 2010, ele foi fechado para melhorias da estrutura. O espaço ficou fechado por cerca de três anos e reaberto somente em 2014, como uma das atrações para os turistas que estivessem na capital por conta da Copa do Mundo.

À época, o local, que abrigava mais de 20 espécies de peixes das bacias do Pantanal, Amazonas e Araguaia, ganhou nova iluminação, chafariz e painel dedicado à natureza e cultura cuiabana. Entre as espécimes, estavam pacu, pintado, piranha, piraputanga, jaú, cachara, além de tartarugas e arraias.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




16:30 Abilio pode ser o segundo vereador a ser cassado por quebra de decoro
16:30 Jeferson Schneider diminui delação de Silval e critica MP
16:29 BOA DISSONANTE
16:28 Alcolumbre anuncia apoio a Julio Campos
16:27 Campanha da Fraternidade - 2020


16:27 Em defesa de quem cria
16:27 Não é não, especialmente no Carnaval
16:26 Trânsito
16:25
16:25 Um futuro para o trabalho
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018