Segunda feira, 24 de fevereiro de 2020 Edição nº 15389 17/01/2020  










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Incidência de raios aumenta no verão em MT

Em Sinop, um adolescente de 14 anos foi atingido por um raio na cabeça na noite da última quarta-feira

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

O Brasil é o país do mundo onde mais caem raios e o verão é a estação do ano que responde pela maioria (43%) dos registros devido a ocorrência das tempestades. As estatísticas mostram que, em média, 77,8 milhões de descargas elétricas atingem o país todos os anos. Parte da Amazônia Legal, Mato Grosso está entre os estados brasileiros aonde há maior incidência de raios por quilômetro quadrado ao ano (Km2/ano).

Na noite do última quarta-feira (15), um adolescente de 14 anos foi atingido por um raio na cabeça, no momento em que praticava ciclismo, nas proximidades da rodovia MT-222, zona rural de Sinop (503 quilômetros, ao norte de Cuiabá). Ele estaria na companhia de outros ciclistas no momento do ocorrido.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, um militar estaria à paisana e realizou os primeiros atendimentos na vítima como a reanimação cardiopulmonar. Na análise preliminar, verificou-se que o adolescente estava com parada cardiorrespiratória. Quando a viatura dos bombeiros chegou ao local, continuou o atendimento com uso de oxigenoterapia e da ressuscitarão cardiopulmonar.

Em seguida, o rapaz foi entregue aos cuidados médicos do Hospital Regional de Sinop ainda com vida. Ontem pela manhã, as informações eram de que o adolescente se encontra internado na unidade de terapia intensiva (UTI) e seu estado era considerado grave.

Segundo dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre os municípios mato-grossenses com maiores incidências de descarga do fenômeno estão Alto Garças com 22,2km2/ano, Santa Cruz do Xingu com 19,5 km2/ano, Pontal do Araguaia 16,7km2/ano. Têm ainda Barão de Melgaço onde a ocorrência é de 15,6 por km2/ano e Barra do Garças com 16,3km2/ano.

Capital do estado, Cuiabá conta uma densidade de 12,3 por quilômetros quadrado ao ano, o que coloca a capital mato-grossense na 441ª posição no ranking nacional de densidade de descargas. Em nível estadual, essa colocação cai para o 63º lugar. Já Sinop, tem uma densidade 9,6 por km2/ano e está na 646 posição do ranking nacional. Em Rondonópolis, essa densidade descarga é de 12,8 por km2/ano e m Cáceres de 12,1 por km2/ano.

Em relação às vítimas fatais, os dados mais atualizados, mostram que, entre 2000 e 2017, ocorreram 2.044 mortes por raio no Brasil. No período, Mato Grosso ficou entre os 10 estados brasileiros com maior número de vítimas fatais: 116. Entre as principais circunstâncias destas fatalidades, estão atividades em áreas rurais (25%), dentro de casa (18%), próximo a veículo (10%), embaixo de árvores (8%), jogando futebol (7), entre outros. As principais vítimas são os homens (82%), sendo que as mulheres correspondem a 18% dos casos.

Conforme especialistas, o Brasil é o campeão mundial em incidência de raios porque é o maior país da região tropical do planeta, o mais quente e por isso favorece a formação de tempestade. Assim, os raios são mais frequentes no verão e primavera porque são as estações mais quentes. Mas existem diferenças entre uma região e outra. Já quando se fala de morte por raio fala-se de uma combinação de alta incidência do fenômeno com grande número de pessoas.

Alguns cuidados para escapar são: durante uma tempestade, não permaneça em locais abertos, como campos de futebol e estacionamentos. Procure abrigo em locais fechados, mas nunca embaixo de árvores; não segure objetos metálicos longos, como varas de pesca, tripés de máquinas fotográficas ou tacos de golfe; não fique dentro de piscinas ou no mar e evite pisar em poças d’água; e, se você estiver muito longe de um abrigo, deite-se ou ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos os joelhos e sua cabeça entre eles.

Se você estiver dentro do carro, feche os vidros e permaneça lá até a tempestade passar. Não toque nas peças de metal; se você estiver em casa, afaste-se de tomadas, canos de metal, janelas e portas metálicas; não use o telefone, a não ser que seja sem fio; não toque em nenhum equipamento ligado à rede elétrica, como geladeiras ou fornos microondas; evite tomar banho, usar chuveiro ou torneira elétrica; evite ligar aparelhos e motores elétricos, pois eles podem queimar; desligue da tomada os aparelhos eletrônicos, como televisão, som ou computador, pois a descarga pode ser conduzida pelo fio e queimá-los, mesmo se não estiverem em funcionamento.

Em sua página na internet, o Inpe traz alguns mitos sobre o fenômeno. Um deles é se o espelho atrai raios. Segundo Inpe, trata-se de mito sendo que esta crença surgiu na época em que os espelhos tinham grandes molduras metálicas – elas, sim, um grande atrativo para os raios. Não há necessidade de cobrir espelhos durante uma tempestade. Além disso, é mentira que um raio não atinge duas vezes o mesmo local. “Também é mentira. Uma prova disso é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que recebe cerca de seis raios por ano”, destaca.



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