Segunda feira, 20 de janeiro de 2020 Edição nº 15369 14/12/2019  










OPERAÇÃO FIM DA LINHAAnterior | Índice | Próxima

Polícia prende 12 pessoas e recupera R$ 2 milhões em defensivos agrícolas

Da Reportagem

A Polícia Civil (PC) recuperou mais de R$ 2 milhões em defensivos agrícolas na operação “Fim da Linha”, deflagrada ontem (13), pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com objetivo de desarticular o principal grupo criminoso atuante em roubo de agrotóxicos no estado. A operação visou dar cumprimento à 16 ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, em seis cidades de Mato Grosso, sendo elas, Cuiabá, Primavera do Leste, Poxoréu, Sinop, Sorriso e Lucas do Rio verde.

Durante os trabalhos foi realizada a prisão de 12 pessoas, sendo seis delas por mandado de prisão, apontados como integrantes do grupo criminoso, e outras 6 em flagrante por crimes de posse ilegal de arma de fogo, munições e receptação de defensivos agrícolas e veículos roubados. Entre os presos estão, Fernando Serrando de Souza, conhecido como “Gordão”, Moisés Sales da Silva, o “Magrão”, Reinald Sthephanio Arouca de Moura, o “Rinodê”, Márcio Vieira Dias, conhecido como “Mineiro”, José Carlos Oliveira Duarte, o "Perninha" e Bruna Almeida Silva.

De acordo com a PC, outros dois integrantes do grupo, identificados como, Johne Ribeiro da Silva, o “John-John” e Cassiano de Lima Camargo, conhecido como “Cara de Arraia”, morreram durante confronto com os policiais, no mês de outubro passado, ocasião em que um policial também ficou ferido. Em toda a investigação, foram apreendidos ainda 13 armas de fogo e mais de 200 munições, além de vários galões de agrotóxico de origem ilícita, totalizando mais de R$ 2 milhões em produtos apreendidos.

As cargas foram recuperadas em ações realizadas nos municípios de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Verde e São José do Rio Claro. De acordo com o delegado que coordenou as investigações, Frederico Murta, essa é a primeira etapa do trabalho que tinha o objetivo de tirar de circulação o grupo criminoso que executava os roubos de maneira recorrente. “Os trabalhos serão continuados em nova fase, a qual visará a identificação e punição dos receptadores que encomendam e adquirem esses produtos”, disse por meio da assessoria de imprensa.

O delegado titular da GCCO, Flávio Henrique Stringueta, explica que os crimes de roubos e furtos de defensivos agrícolas impactam diretamente o estado, uma vez que a força motriz de Mato Grosso é o agronegócio. “As cobranças de soluções para crimes dessa natureza são grandes, tanto pela sociedade civil, quanto pelo próprio Governo, que também é cobrado, principalmente pelos agricultores. Desta forma, a GCCO colocou como uma das metas intensificar a repressão a esses crimes, que culminou na desarticulação desse grupo, envolvido em pelo menos 11 roubos no estado”, disse o delegado.

A operação contou com o apoio das delegacias de Sinop, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Primavera do Leste e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Segundo a PC, as investigações iniciaram há cerca de um ano, conseguindo desarticular a principal organização criminosa especializada em roubos de defensivos agrícolas no estado de Mato Grosso. Durante os trabalhos, foram identificados os oito principais integrantes do grupo criminoso responsável por pelo menos 11 roubos realizados no período de um ano.

Por meio de ações de inteligência e análise de dados, a GCCO conseguiu mapear e identificar 11 fazendas situadas em diversos municípios, as quais foram vítimas do mesmo grupo criminoso. De acordo com o delegado, Frederico Murta, que conduziu as investigações, em todos os fatos investigados os criminosos atuavam sempre da mesma maneira. “Cerca de 10 indivíduos fortemente armados e com uso de coletes balísticos, rendiam e amarravam os moradores e funcionários das fazendas, cortando ainda todo tipo de comunicação. Valendo de muita violência e graves ameaças às vítimas que permaneciam amarradas por horas”, frisou o delegado.



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