Segunda feira, 20 de janeiro de 2020 Edição nº 15364 07/12/2019  










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Em 05 anos, acidentes domésticos levaram a óbito 352 pessoas

Medidas básicas de segurança podem evitar desde quedas simples, provocadas por um tropeção dentro de casa e até quedas de um nível

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Os acidentes domésticos como o que vitimou o apresentador Gugu Liberato são mais comuns do que se imagina. Dados sobre morbimortalidade da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá mostram que do total de 207 óbitos causados por causa externa (CE) registrados neste ano na capital, 29 (14,01%) foram no ambiente domiciliar. O número, contudo, é menor que em relação a 2018, quando foram registradas 355 mortes por causa externa, dentre as quais 76 (21,40%) em domicílio. Nos últimos cinco anos, são contabilizados 352 óbitos por CE em residência.

Entre as ocorrências mais comuns, estão quedas, lesões autoprovocadas, agressão, afogamento, queimaduras, intoxicações, choques elétricos, riscos acidentais respiratórios, entre outros. Porém, os casos podem ser evitados. Gugu trocava o filtro do ar-condicionado de sua casa em Orlando, na Flórida, quando o forro do sótão cedeu e o apresentador caiu de uma altura de cerca quatro metros. Após o ocorrido, no dia 20 de novembro, Gugu foi atendido por uma equipe de resgate e ficou hospitalizado no Orlando Health Medical Center, onde permaneceu na unidade de terapia intensiva (UTI) até ser constata a morte encefálica na noite seguinte (21).

Em Mato Grosso, um dos casos mais recentes é o do sargento da reforma da Polícia Militar (PM), Leugenio Oliveira Amâncio, 53 anos, que morreu em agosto passado, na capital, depois de ficar seis dias internado no Centro de Tratamento de Queimadas (CTQ). Ele sofreu um acidente em casa. Na ocasião, de acordo com relatos de familiares, uma explosão provocada por vazamento de gás de cozinha, seguida de um incêndio, aconteceu quando o policial desligava o forno elétrico.

Mas, medidas básicas de segurança podem evitar desde quedas simples, provocadas por um tropeção dentro de casa, até quedas de um nível a outro, além de outras ocorrências domiciliares. Os casos de queimaduras domésticas, por exemplo, são muito comuns e boa parte envolve crianças pequenas, que, por curiosidade e desaviso, mexem nas panelas que estão no fogão e acabam por virá-las sobre si. Uma forma de evitar é manter os cabos das panelas virados para dentro, desse jeito a criança não alcançará para puxá-las nem correrá o risco de passar por perto e bater no cabo da vasilha, derrubando-a. Também deve se evitar brincadeiras com álcool e fogo e o manuseio de fogos de artifício por crianças em períodos de festas juninas e festas de final de ano. Em caso de acidente deve buscar a unidade de saúde hospitalar mais próxima.

Em seu blog, o Ministério da Saúde (MS) alerta que as ocorrências de intoxicação também necessitam de atenção especial. Em casos de ingestão de inseticidas, álcool, detergentes e outras substâncias tóxicas, a primeira providência dos para os pais deve ser levar a criança para uma emergência hospitalar, para que os profissionais identifiquem a substância e o tratamento que será adequado para aquela situação.

As quedas também podem ocorrer em qualquer faixa etária, mas no caso de um idoso, uma simples caída pode se tornar um grande problema devido à fragilidade dos ossos. Algumas medidas simples vão ajudar a prevenir essa situação, entre eles, evitar tapetes ou usar do tipo antiderrapantes. Os pais devem observar e fornecer as orientações de comportamento e segurança para as crianças, tomar providências como usar protetores nas tomadas e nas quinas dos móveis; não deixar cadeiras, camas e bancos perto de janelas.

Outra dica é colocar corrimão nas escadas para dar apoio na hora de subir e descer, e especialmente tendo idoso na casa, instalar barras no banheiro ao lado do vaso sanitário e nas paredes próximas ao chuveiro. Ainda, conforme o MS, na hora de escolher os brinquedos, considere a idade e o nível de habilidade da criança, seguindo as recomendações do fabricante. Procure brinquedos com o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Portanto, é preciso ficar atento a brinquedos que podem oferecer risco de engasgamento (peças pequenas para bebê e as crianças menores), de estrangulamento (correntes, tiras e cordas) e de corte (pontas, bordas afiadas). Para os casos de emergências, recomenda-se manter perto do telefone de casa ou na agenda do celular os números de emergência do Samu (192) e Corpo de Bombeiros (193).



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