Sábado, 07 de dezembro de 2019 Edição nº 15351 19/11/2019  










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As five: spin-off de Malhação: viva a diferença vai acompanhar chegada da Geração Z à vida adulta

Série do Globoplay para 2020 retoma vidas de cinco protagonistas da novelinha, agora na faixa dos 25

Da Agência Globo - Rio

Gabriela Medvedovski chegou a estudar Publicidade antes de confirmar sua vocação como atriz. Ana Hikari ficou anos pagando para trabalhar, como artista independente, enquanto não se firmava na carreira. E Heslaine Vieira superou três rejeições em testes de “Malhação” antes de ser selecionada para a temporada de 2017, “Viva a diferença” , que revelou ela e as outras duas atrizes, ao lado também de Manoela Aliperti e Daphne Bozaski . Agora, as cinco voltam às mesmas personagens em “As five” , série com estreia prevista para 2020 no Globoplay .

Na trama criada e escrita por Cao Hamburger (que também esteve à frente do projeto original) e com direção artística de José Eduardo Belmonte , o quinteto vai enfrentar justamente os desafios da entrada na vida adulta que as próprias atrizes enfrentaram recentemente. Se a novela mostrava como Keyla (Gabriela Medvedovski), Ellen (Heslaine Vieira), Lica (Manoela Aliperti), Tina (Ana Hikari) e Benê (Daphne Bozaski) se uniram no final da adolescência, ao se conhecerem num vagão de metrô quando Keyla entrou em trabalho de parto, “As five” retoma o contato com as personagens por volta dos 25 anos de idade, após seis anos sem se verem.

— Quando fizemos a novela, já tínhamos passado da adolescência, então nosso desafio era fazer as personagens sem julgá-las, mesmo sabendo que certas escolhas não eram tão legais. Agora é diferente, porque é mais próximo da nossa realidade — comenta Ana, de 24 anos,durante uma pausa nas gravações nos Estúdios Globo.

— O processo é tão difícil quanto, porque estamos vivendo a nossa própria geração complementa Heslaine, também de 24 anos.

Segundo Cao, a proposta de criar um spin-off de “Malhação: viva a diferença” veio da Globo, diante de pedidos do público nas redes sociais. Exibido em março de 2018, o final de “Viva a diferença” teve média geral foi de 20 pontos em São Paulo, superando as nove temporadas que lhe antecederam. Até hoje, as meninas são paradas nas ruas por fãs, especialmente quando estão juntas (ao contrário de suas personagens, elas nunca perderam o contato e têm inclusive um grupo de WhatsApp com o mesmo nome que o criado pelas amigas na ficção).

— Voltamos por uma demanda insistente do público nas redes — garante o diretor, que hesitou a retomar a história até ter a ideia de avançar no tempo. A partir daí, ele encomendou uma pesquisa à Globo sobre o perfil da Geração Z. Nascidos de meados dos anos 1990 até o começo desta década, esses jovens são os primeiros a não terem lembrança de um mundo sem internet. Agora, eles chegam agora à vida adulta em um mundo em crise política e econômica — algo que estará presente na série.

— Eles achavam que iam trabalhar com o que dá prazer, e ao invés disso há desemprego, não conseguem sair da casa dos pais. É o contrário da minha geração, que cresceu na ditadura e, quando viramos adultos, a coisa estava se abrindo, a perspectiva era de melhora. Hoje, há um fechamento — analisa Cao, aos 57 anos.

— É uma geração cujos pais puderam dar uma vida mais tranquila, num momento mais estável do país, e que, agora, junto com as questões pessoais, também lida com essas questões sociais. É legal poder falar disso, e mais uma responsabilidade — completa Gabriela.

Para Manoela, um exemplo é a sua própria Lica. Ainda presa à adolescência, a menina retorna com três faculdades incompletas e completamente perdida.

— Ela vive numa bolha social, econômica e cultural, e desfruta de seus privilégios sem se tocar. Com o tempo, umas fichas vão cair e outras, não — antecipa.



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