Sábado, 07 de dezembro de 2019 Edição nº 15350 15/11/2019  










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China habilita frigoríficos mato-grossenses para bovinos e aves

Da Reportagem

Mais 13 plantas frigoríficas brasileiras foram habilitadas para vender carnes à China, conforme comunicado do órgão sanitário chinês (GACC) enviado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foram habilitadas cinco plantas de carne bovina, cinco de suínos e três de aves. De Mato Grosso foram duas, sendo uma de bovinos e uma de aves.

O anúncio foi feito ontem pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). “Temos tudo para entregar ao mundo nossa produção”, disse a ministra, na abertura da Agrobit Brasil 2019, em Londrina (PR).

As plantas de bovinos habilitadas pela China são: Marfrig Global Foods, em São Gabriel (RS), Frigorífico Sul, em Aparecida do Taboado (MS), Naturafrig Alimentos, em Pirapozinho (SP), Marfrig Global Foods, em Pontes e Lacerda (MT) e JBS, em Senador Canedo (GO).

Os frigoríficos de carne suína são: BRF, em Lajeado (RS); Cooperativa Central Aurora Alimentos, em Sarandi (RS), JBS Aves, em Caxias do Sul (RS), Seara Alimentos, em Três Passos (RS) e em Seberi (RS).

Foram habilitadas as plantas de aves de Zanchetta Alimentos, em Boituva (SP), União Avícola Agroindustrial, em Nova Marilândia (MT) e Unita Cooperativa Central, em Ubiratã (PR).

EXPORTAÇÕES - Embora a China venha apresentado um crescimento surpreendente nas suas aquisições de carne bovina brasileira neste final de ano, devido, sobretudo, ao aumento do número de novas plantas exportadoras brasileiras, ela não está sozinha no crescimento das vendas do produto que promete ficar até acima dos 10% previstos pelo setor em 2019. Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou as informações do Secex do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), além do apetite chinês, pelo menos cinco países estão mantendo um crescimento forte e contínuo nas suas aquisições: Rússia (+ 694%), que voltou a adquirir o produto em 2019, Emirados Árabes (+175%), Turquia (+ 509%), Filipinas (+43%) e Uruguai (+84%).

Na verdade, as condições do mercado internacional estão amplamente favoráveis ao produto brasileiro. Entre os 20 maiores importadores da carne bovina in natura e processada do país, apenas quatro diminuíram suas aquisições em 2019, até outubro: Hong Kong (- 12,8%), Irã (-22%), Arábia Saudita (-1,1%) e o Reino Unido (-17,3%). Até mesmo um país como Estados Unidos, que manteve sua proibição de importação de carne bovina in natura do Brasil em novembro, elevou suas compras de carne processada em 16,1%.

A China comprou 65 mil toneladas ao país em outubro ante 31 mil em igual período de 2018 (+110%), um recorde mensal, mas ele serviu, sobretudo, para compensar as reduções que vem ocorrendo nas aquisições pela cidade estado de Hong Kong, numa política estabelecida pelo governo chinês de concentrar gradativamente suas importações nas operações pelo continente. Como consequência disso, as compras totais chinesas até outubro alcançaram a 603.751 toneladas e pela primeira vez superaram as importações do ano passado (585.291 toneladas, até outubro), significando um crescimento mais módico, na faixa dos 3% ou 18.460 toneladas. Em números, por sinal, a China está representando menos para o Brasil nestes negócios em relação ao ano passado: em outubro de 2018 as compras chinesas representavam 44,1% da movimentação de carne bovina e processada pelo Brasil e em 2019, até outubro, representaram 41%.

Para a Abrafrigo, o prognóstico é o de que essa movimentação no mercado internacional se mantenha até o final do ano, época em que as vendas são geralmente mais fortes, proporcionando um novo recorde histórico de vendas do produto em 2019, com crescimento que pode ser um pouco acima dos 10%. No acumulado do ano, até outubro, as exportações já cresceram 11% em volume e 8% na receita: de 1 milhão 328 toneladas em 2018 para 1.471 toneladas em 2019 e de US$ 5,3 bilhões em 2018 para US$ 5,7 bilhões em receita 2019. Para 2020, por outro lado, estes números podem evoluir mais, com a entrada de novos mercados como a Indonésia e alguns países do sudoeste asiático, além da possibilidade de, finalmente, os Estados Unidos abrirem novamente seu mercado para a carne in natura brasileira.



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