Sábado, 07 de dezembro de 2019 Edição nº 15347 12/11/2019  










GILSON NUNESAnterior | Índice | Próxima

A coisa é séria...

Ninguém, nos dias de hoje, pode dizer que o trem tá feio, ou que o trem tá que tá danado de bonito. É mais certo dizer que o trem tá é sério e que devemos estar atentos. A vida em sua plenitude universal é limitada. Todavia, ela, sem mais e sem menos, desembesta do nada. De uns tempos para cá, o mundo anda desarrumado, negando conceitos que outrora tínhamos como certos. Ser honesto, sincero, leal, tinha como bandeira, o caráter. Que bobagem essas, nos dias, é possível que nem existam no Aurélio. Foi-se o tempo em que uma imagem valia mais que mil palavras.

O tempo vai ditando cada etapa do ciclo da vida de cada um. Se antes alguém dizia que a vida não era boa, também, nos dias de hoje, também não se pode dizer que ela melhorou. Bom, pelo menos vivia-se. O povo era festeiro, farrista. O sorriso esbanjava um teclado afinado com a alegria. Havia uma constante demonstração de fidelidade ao outro, indagando que a maldade não tinha espaço, algo que pudesse aborrecer.

O mundo de hoje é outro mundo dentro do mesmo mundo. As pessoas estão estardalhadas. Elas não sabem mais brincar umas com as outras, tudo é motivo para desentendimento. O mundo, ou melhor, o Brasil, perdeu a noção de perigo, ignora a palavra consequência e vulgariza o sentido de CONS TRAN GI MEN TO. O trem está tão sério que todas as palavras deixaram de ser sinônimas de diálogo e se transformaram em imposição. Esse comportamento ganhou um status de “conivência de liderança”.

Nos dias de hoje não se pode dormir com os dois olhos fechados, pois um tem que fazer hora extra, senão... sejamos realistas: o Brasil anda tão desunido que há desconfiança uns dos outros, tem medo até da própria sombra. Mas quando é que essa nova era ou época começou? Recordar não é viver, é retroceder, mas... vamos lá. Enquanto o Brasil passa por um processo de investigação que visa lavar a sua imagem, por outro lado ainda é muito cedo para podermos dizer que as reformas irão projetar o Brasil para um desenvolvimento que melhore as relações sociais, dentro de uma visão de interação educacional e cultural. Segurança e saúde são obrigações institucionais de política, quando séria.

Os meios de comunicação, por sua vez, também surgem como intriga de desconfiança, posto que eles, com o devido respeito às exceções, promovem informações tendenciosas, compartilhadas com interesses escusos a lealdade dos fatos. Em quem confiar, afinal? As reformas que estão surgindo podem ser importantes par o Brasil, mas dizer que elas vão garantir o bem-estar da sociedade, ainda não é possível, pois, só tempo dirá. Mas nunca é tarde lembrar, que elas não enxergam os absurdos, para não dizer privilégios, de todos os parlamentares, quanto as aposentadorias que atropelaram e ainda atropelam as Leis.

O momento é de transição. Além das reformas que surgem como salvadoras da “pátria”, existem também outras preocupações quanto ao que está sendo considerado o grande mal do século: a depressão. Esse assunto é muito preocupante, creio eu que ele seja mais sério que outros procedimentos políticos/organizacionais.

Sejamos conscientes de que não haverá futuro se ele não for construído de maneira responsável e honesta. Por isso eu digo: a coisa é séria.



* GILSON NUNES é jornalista

gnunes01@yahoo.com.br



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