Sexta feira, 22 de novembro de 2019 Edição nº 15330 18/10/2019  










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Gigante sueca aquece setor de audiolivros do Brasil

Chegada da Storytel, vice-líder mundial que aposta no modelo de streaming, agita mercado nacional dos livros para ouvir

Da Folhapress – São Paulo

O mercado de audiolivros no Brasil anda dando o que falar. Em junho, três grandes editoras se juntaram para criar a plataforma de venda Auti Books. A Ubook, pioneira por aqui, anunciou planos de expansão. E a sueca Storytel, vice-líder mundial do setor – só fica atrás da Audible, da Amazon – aportou no país com planos ambiciosos.

Fundada na Suécia em 2005 e presente em 18 países, a Storytel é uma plataforma de serviço de streaming, aos moldes de Netflix e Spotify, que oferece, principalmente, audiolivros e podcasts. Quem assinar o serviço (R$ 27,90 por mês) terá acesso a títulos de quase 20 editoras, como Grupo Autêntica, Faro Editorial e Edições Loyola. Os escandinavos apostam em duas estratégias: os “Storytel Originals”, audiosséries produzidas exclusivamente para a plataforma, e o “Audio First”, ou seja, conteúdo publicado primeiro ali que sai depois no papel.

Grandes editoras costumam olhar com desconfiança para os serviços de streaming de audiolivros — reclamam da remuneração e da resistência de agentes literários estrangeiros a disponibilizar a obra de seus clientes best-sellers nas plataformas. Preferem a venda de audiolivros à la carte, em plataformas como a Auti Books, iniciativa conjunta das editoras Record, Sextante e Intrínseca e do fundo Bronze Ventures.

André Palme, presidente da Storytel no Brasil, defende o seu modelo: “Toda a cadeia do mercado editorial opera na lógica da venda unitária. Vai levar tempo até o mercado editorial se familiarizar com o streaming. Mas é o modelo mais sustentável, porque gera receita recorrente para toda a cadeia, do dono do conteúdo ao narrador”.

MERCADO AQUECIDO

A estreia da Storytel no Brasil entusiasmou a Ubook, principal plataforma de entretenimento por streaming do país, criada em 2014. Flávio Osso, CEO da Ubook, celebrou a chegada de novos players no Brasil e diz esperar ansiosamente que o Audible aporte por aqui para ajudar a construir o mercado brasileiro.

“Os únicos que têm força para nos ajudar a construir o mercado são a Audible e a Storytel. Preferimos ter 30% de um mercado de US$ 500 milhões de dólares do que 100% de um mercado de US$ 50 milhões”, disse Osso, que lamenta a resistência ao streaming. “A editora que prefere à la carte acaba não vendo dinheiro e conclui que o problema é o audiolivro, não o modelo de negócios”, disse.

Todo mês, a Ubook incrementa seu catálogo com 450 horas de conteúdo inédito — número que deve subir para 1.500 em novembro, quando terminarem as reformas nos estúdios. A plataforma acaba de abrir seu capital e receber um aporte de e recebeu um aporte de R$ 20 milhões da Confrapar, gestora de fundos para empresas de tecnologia. O dinheiro será investido na expansão das operações.

No Brasil, historicamente, o público leitor de papel não é dos mais parrudos. Mas o sucesso dos smartphones e dos podcasts por aqui entusiasma as plataformas de audiolivros.

“O mercado potencial é muito grande. É como se estivéssemos tirando água do mar com um balde. Pode chegar gente do lado com mais balde que a água não acaba”, afirma Palme, da Storytel. “Quanto mais plataformas no jogo ajudando a criar o mercado, melhor. Obviamente, com o tempo, alguns players vão se consolidar, como aconteceu com o streaming de música”.



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