Sexta feira, 15 de novembro de 2019 Edição nº 15327 15/10/2019  










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Novo livro de Chico será lançado em novembro

Chico Buarque, em seu novo livro, mostra um Rio de Janeiro em ruínas

Da Folhapress – São Paulo

Um escritor decadente passa por um deserto criativo e emocional enquanto, ao seu redor, o Rio de Janeiro está em colapso. Esta é premissa da tragicomédia “Essa gente”, novo livro de Chico Buarque que chega às livrarias em 14 de novembro e, desde ontem, já está em pré-venda nas livrarias virtuais.

A Companhia das Letras anunciou semana passada a chegada do sexto romance do escritor e compositor. É a primeira publicação de Chico, 75 anos, após vencer o Prêmio Camões, o mais prestigiado da língua portuguesa, oferecida pelos governos de Portugal e do Brasil — cada país paga metade do valor de € 100 mil (o equivalente a cerca de R$ 450 mil).

A notícia chegou dois dias depois de Jair Bolsonaro fazer mistério sobre assinar o diploma do Camões.

“É segredo”, disse o presidente na última terça-feira, ao ser questionado sobre o tema em frente ao Palácio da Alvorada. “Eu tenho prazo? Então 31 de dezembro de 2026, eu assino”, acrescentou, aludindo ao final de um hipotético segundo mandato.

Chico Buarque respondeu nas redes: “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo prêmio Camões”, declarou o autor em um post no seu perfil no Instagram.

Assim como em seu último lançamento, “O irmão alemão” (2014), em que Chico mistura ficção e traços autobiográficos, “Essa gente” é repleto de pontos de contato entre o autor e o protagonista. Como destaca o jornalista e escritor Sérgio Rodrigues na apresentação do livro, além “de ser escritor, Manuel Duarte tem esse sobrenome de perfil vocálico idêntico e gosta de bater perna atrás de inspiração nos arredores do Leblon”. A história é contada na forma de pequenos capítulos do diário de Duarte, que anos atrás teve sucesso com um livro chamado “O eunuco do Paço Real”.

PISTAS FALSAS - Rodrigues, porém, ressalta que essa chave de leitura abre apenas uma porta para mergulhar na obra: “o leitor não demorará a descobrir que tal linha de pensamento conduz a um beco sem saída”, diz no texto. “Essa não será a única pista falsa antes do ponto-final”.

Tendo iniciado sua carreira musical nos anos 1960, foi nos 1990, já consagrado como um dos maiores compositores da MPB, que Chico começou a publicar romances, elogiados pela prosa poética e inventiva. O autor venceu o prêmio Jabuti por três vezes, com “Estorvo” (1992), “Budapeste” (2004) e “Leite derramado” (2010).



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