Quinta feira, 17 de outubro de 2019 Edição nº 15310 20/09/2019  










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Força feminina

A ideia de que lugar de mulher é dentro de casa e atrás de um fogão está completamente ultrapassada. Da mesma forma está vencida a figura da mulher unicamente no papel de submissão, com a função exclusiva de ser esposa servil. Hoje, as mulheres estão cada vez mais independentes e é assim que pretendem continuar sendo. Fortes e donas do próprio nariz.

Após anos de luta por direitos democráticos, a mulher contemporânea acumula vitórias, como a sua inserção no mercado de trabalho, o direito ao voto e à participação política, educação e trabalho, a liberação sexual e a conquista da independência financeira.

Contudo, ainda há questões a serem superadas, como as diferenças salariais, o preconceito e a violência doméstica. Infelizmente, o mau trato com as mulheres de todas as idades, de todas as raças, credos e classes sociais, ainda persiste. Diariamente, os noticiários locais e nacionais trazem casos de meninas, adolescentes, jovens ou senhoras sendo abusadas, estupradas, discriminadas e assassinadas.

Mesmo após séculos e frente a tanta modernidade ainda existem seres que subjugam a força feminina e tratam as mulheres como objetos ou um sexo frágil, que deve viver sobre sua subordinação e autoridade. Felizmente, ao longo do tempo também ocorreram conquistas quanto a punição da violência contra mulher.

No Brasil, a questão ganhou reforço com a Lei Maria da Penha, em 2006, aumentando a punição dos agressores. Mais recentemente, a Lei do feminicídio alterou o Código Penal para incluir a mais nova modalidade de homicídio qualificado ao artigo 121, a qual foi acrescentada como norma explicativa do termo "razões da condição de sexo feminino".

O texto segue elucidando que incidirá em duas hipóteses: violência doméstica e familiar, e menosprezo ou discriminação à condição de mulher. A pena prevista para homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos”.

Mas, a julgar pelos inúmeros crimes praticados contra as pessoas do sexo feminino mesmo as mais recentes normas já precisam de mudanças e avanços. Isso significa que a luta pelos direitos da mulher é permanente. Bom seria todos os pais dessem conselhos aos seus filhos, desde pequeninos, como fez o personagem de Denzel Washington no filme “Um ato de Coragem”: “Trate as mulheres como princesas, que é o que elas são”.





JOANICE DE DEUS é repórter



joanice@diariodecuiaba.com.br



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