Quarta feira, 13 de novembro de 2019 Edição nº 15266 20/07/2019  










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Estímulos para economia

Vencida a etapa mais dura da aprovação da reforma da Previdência, chegou a hora de o governo federal lançar mão de ações de estímulo à economia. São bem- vindas medidas com impacto a longo prazo, como concessões e privatizações, mas os milhões de desempregados que esperam uma oportunidade e as empresas brasileiras que agonizam à espera da demanda interna não conseguem mais esperar. Passam a ser indispensáveis, portanto, iniciativas que possam ter reflexo imediato, o que é possível apenas via consumo. Se o emprego não reage, uma das poucas alternativas passa a ser a liberação de dinheiro do FGTS, como acena o Planalto, embora ainda não exista certeza de como será colocado em prática o plano, o que infelizmente passa a impressão de certo improviso no anúncio, que seria ontem e acabou adiado.

Dar acesso ao dinheiro extra do fundo é um paliativo, mas pode ser uma fagulha que acenda em parte da população, temerosa pela situação econômica nacional, o ímpeto de voltar às compras, com reverberação positiva no comércio e na indústria. Durante a gestão de Michel Temer, foram sacados R$ 44 bilhões de contas inativas, favorecendo 25,9 milhões de pessoas. Houve repercussão na atividade, mas lamentavelmente foi algo pontual, com os benefícios engolidos pela crise política que parecia sem fim no Brasil. O desafio do governo, por outro lado, é calibrar bem a liberação de FGTS, para não comprometer a construção civil, grande geradora de empregos e que tem no fundo uma das principais fontes de recursos.

O IBC-Br, índice de atividade do Banco Central, veio positivo em maio, mas foi apenas o primeiro mês do ano em que a economia cresceu em relação ao mês imediatamente anterior. A prova de que não existem até agora sinais consistentes de reação aparece todas as segundas-feiras no boletim Focus, também da autoridade monetária. São 20 semanas consecutivas de revisão para baixo do PIB em 2019. Agora, é esperado um avanço pífio de 0,8%.

Induzir alguma melhora da economia pelo consumo passa a ser imprescindível, mas é somente um empurrão inicial. E insuficiente. É urgente que, além da pauta de reformas que vai avançar no Congresso, o governo construa outras medidas que estimulem o investimento e ataquem o custo Brasil. Um dos anúncios mais próximos parece ser o chamado choque de energia barata, diminuindo o preço do gás e melhorando a competitividade da indústria que usa esse insumo. São ações que, se concatenadas de forma eficiente, podem ser a tração que o país espera para finalmente deixar o risco de uma nova recessão no retrovisor e apressar a retomada da economia.

Induzir alguma melhora da economia pelo consumo passa a ser imprescindível, mas é somente um empurrão inicial



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