Quarta feira, 21 de agosto de 2019 Edição nº 15265 19/07/2019  










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Procurador-geral vai a Assembleia na terça-feira

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Atendendo ao convite do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), o procurador-geral de Justiça José Antônio Borges comparecerá ao Parlamento Estadual na próxima terça-feira (23) para prestar esclarecimentos sobre o suposto envolvimento de membros do Ministério Público Estadual (MPE) no de interceptações telefônicas clandestinas.

“Ele aceitou o convite. Virá aqui na próxima terça-feira no Colégio de Líderes e irá colocar a posição dele e do Ministério Público Estadual como um todo. E até mesmo as providências que ele tomou”, informou o parlamentar democrata.

Em reinterrogatório realizado nesta semana, três militares acusados de envolvimento no esquema de grampos ilegais apontaram a participação efetiva de diversos promotores de justiça.

Conforme o cabo da Polícia Militar Gerson Correa, e os coronéis Evandro Lesco e Zaqueu Barbosa, os integrantes do órgão ministerial se utilizavam de escutas clandestinas para dar andamento nas investigações. Além disso, apontam a existência de uma verba secreta por promotores do Gaeco, citando inclusive a "apropriação fraudulenta" de parte do dinheiro.

Por meio de nota, o procurador-geral afirma que já tomou e continuará tomando as medidas legais cabíveis para a apuração das informações que estão vindo a público no bojo do referido processo criminal.

Borges fria que, apesar de diversos inquéritos já estarem em andamento no Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), foi instaurado um procedimento administrativo para averiguar se há procedência nas afirmações de um dos réus do referido processo de que teria havido desvio de finalidade na utilização de “verbas secretas” utilizadas pelo Gaeco em suas operações sigilosas de investigação contra o crime organizado.

Além disso, afirma que emitiu um despacho avulso interno que visa a levantar informações relacionadas à destinação da placa de computador da marca “Wytron”, utilizada para realização de escutas telefônicas, também em decorrência de afirmações feitas por um dos réus junto à Justiça Militar de que o referido equipamento teria sido doado pelo Ministério Público à Polícia Militar.

“Importante informar que estão sendo instaurados outros procedimentos investigatórios visando a apurar a veracidade de algumas declarações contendo versões até então não apresentadas pelos sobreditos réus e, para dar lastro a essas novas investigações, serão requisitadas junto ao titular da 11ª Vara Criminal cópias dos termos de interrogatórios prestados nos dias 16 e 17 de julho”, acrescentou o Ministério Público em nota.



O procurador ainda afirma que nos procedimentos investigatórios criminais em curso, e naqueles a serem instaurados, será realizada auditagem no sistema de escuta “Guardião” utilizado pelo Gaeco.

“Convém pontuar que o Ministério Público encontra-se sob comando de uma nova administração, que vem tomando medidas com o propósito de fortalecer ainda mais o Gaeco e garantir, o quanto mais, a segurança dos seus atos investigatórios. Nesse sentido, está em andamento uma reengenharia administrativa do órgão e implantados novos ritos procedimentais. Ademais, estão sendo criadas quatro novas unidades no interior: Sorriso, Rondonópolis, Cáceres e Barra do Garças”, finalizou.

Os fatos narrados pelos militares levaram um grupo de deputados a cogitar a possibilidade de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a participação de promotores no esquema de interceptações telefônicas ilegais.

“Existe sim este sentimento, com tudo o que foi declarado, especialmente de alguns deputados, mas nós pedimos prudência, que vamos esperar para conversar com o procurador-geral, para ele explicar as providências que ele está tomando, para os deputados terem ciência de mais depoimentos e depois ver se há realmente esta necessidade”, disse Botelho.

No depoimento, tanto o cabo como os coronéis também foram enfáticos ao afirmam que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) e seu primo, o ex-secretário chefe da Casa Civil Paulo Taques, eram líderes do esquema.

Procurado pela Reportagem, o ex-integrante do primeiro escalão estadual garantiu que rebaterá, em juízo, todas as acusações feitas contra a sua pessoa.



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