Quarta feira, 21 de agosto de 2019 Edição nº 15264 18/07/2019  










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AL pode criar CPI para caso dos grampos

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O procurador-geral de Justiça, José Antonio Borges deverá comparecer na Assembleia Legislativa nos próximos dias para prestar esclarecimentos sobre o suposto envolvimento de membros do Ministério Público Estadual (MPE) no de interceptações telefônicas clandestinas.

A solicitação foi feita pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), após o reinterrogatório dos militares acusados de serem operadores do esquema ilegal. A emedebista foi um dos alvos do esquema.

Em depoimento junto à 11ª Vara Militar de Cuiabá, os coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco relataram que quatro promotores de justiça se utilizavam do sistema ilegal para interceptar investigados do órgão. Trata-se do ex-procurador geral Paulo Prado e dos promotores Marco Aurélio de Castro, Marcos Regenold e Célio Wilson.

Diante dos fatos, Janaína classificou o grupo de promotores como “banda podre” do Ministério Público. “Depoimento vergonhoso que os militares envolvidos no caso dos grampos ilegais do ex-governador Pedro Taques, que expôs uma banda podre do Ministério Público. Uma instituição que deveria constitucionalmente zelar pelos direitos dos cidadãos, teria patrocinado os grampos ilegais e violado o direito fundamental à privacidade de centenas de pessoas incluindo eu”, disse a emedebista.

Conforme o coronel Zaqueu, Janaína foi grampeada ilegalmente a pedido do promotor Marco Aurélio, que ocupou a chefia do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) entre os anos de 2015 a 2017.

O integrante da Polícia Militar revelou que a intenção do promotor era averiguar se a parlamentar deu sequência aos esquemas gerenciados pelo seu pai, o ex-deputado estadual José Riva, na Assembleia Legislativa.

“De forma vergonhosa, ouvimos que o Ministério Público patrocinou o equipamento para grampear políticos em Mato Grosso. A Polícia Militar, de forma deliberada e por orientação de promotores, acatou o pedido de barriga de aluguel, grampeando deputados, autoridades, o vice-governador e, inclusive, eu”, classificou.

Para ela, esta situação tem que ser esclarecida. “A sociedade precisa de uma resposta e que os culpados sejam punidos com a mesma mão de ferro que o MP usa para acusar aqueles que não fazem parte da instituição”, pontuou.

O esquema conhecido com “grampolândia pantaneira” funcionava por meio da chamada “barriga de aluguel”, quando números de pessoas que não têm qualquer relação com investigações policiais são inseridos de maneira disfarçada.

Diante dos fatos narrados pelos militares, um grupo de deputados já está articulando a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Parlamento Estadual, para apurar o eventual envolvimento dos promotores do esquema de grampos clandestinos.

A informação é do presidente da Casa de Leis, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM). “Existe um sentimento de alguns deputados no sentido de se fazer uma CPI. Eu pedi para eles aguardarem, porque vamos pedir a vinda do procurador-geral para ele vir aqui conversar com os deputados, fazer alguns esclarecimentos, aí a gente vai poder tomar uma decisão mais embasada”, posicionou o democrata.



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