Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 15243 18/06/2019  










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Greve na educação

A greve dos profissionais da Educação da rede estadual de ensino entra em sua terceira semana. A falta de entendimento entre Governo do Estado e o Sindicato da categoria esta prejudicando milhares de alunos em todo estado. De quem é a culpa? Falta bom senso de ambas as partes. Milhões de profissionais de diversas áreas estão desempregados, outros milhões percebem um no máximo dois salários mínimos enquanto os professores percebem mais de quatro mil mensais.

Na minha santa ignorância é um salário bom. O professor merece sim ser bem remunerado. Merece também uma verba indenizatória para comprar livros e enriquecer seus conhecimentos e de incursão em cursos de ensino didático. Merece sim um salário digno com a profissão e ponto final. É preciso aprofundar o entendimento entre as partes e colocar um ponto final na greve que não traz benefício para nenhuma das partes.

Uma audiência seria realizada ontem à tarde pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto, articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que é suplente da comissão, a pedido do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep). A audiência seria uma oportunidade de encontro entre a Assembleia, os trabalhadores da Educação e o governo, para encontrar caminhos para colocar fim à greve.

De acordo com o deputado estadual, o governo tem se comportado de forma autoritária, cortando o ponto dos trabalhadores da educação para desmobilizar a greve. Se a greve se prolongar, serão 40 mil famílias sem salário em junho e os estudantes terão que repor aulas no fim de semana. O governo precisa apresentar uma proposta de atendimento das reivindicações, mesmo que parcial, para encerrar a greve.

Os trabalhadores da Educação cobram o cumprimento da Lei Complementar 510/2013, que prevê 100% de aumento real para a categoria no prazo de 10 anos. Para conceder o aumento de 7,69% previsto para este ano, o governo precisa de R$ 128 milhões. Para Lúdio Cabral o governo tem condições de cumprir a lei, em função do aumento de arrecadação ocorrido neste ano. Segundo o balanço divulgado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), nos quatro primeiros meses de 2019 o governo arrecadou mais de R$ 4 bilhões em impostos.

Já o governador Mauro Mendes reforçou que o Estado não tem condições financeiras de atender as reivindicações dos servidores da Educação, e acredita que o movimento grevista vem perdendo força. De acordo com ele, não há como avançar nas negociações com a categoria, tendo em vista que a situação fiscal de Mato Grosso não sofreu alteração desde o início da greve. Há desencontros nas negociações e é preciso sana-las o quanto antes.



ADMAR SILVA DE PORTUGAL é repórter

asportugal@diariodecuiaba.com.br



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