Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 15243 18/06/2019  










GREVE NA EDUCAÇÃOAnterior | Índice | Próxima

Governador diz que movimento está perdendo força

“Alguma coisa mudou do início da greve para agora? Não”, disse ontem o governador Mauro Mendes

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KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O governador Mauro Mendes (DEM) reforçou que o Estado não tem condições financeiras de atender as reivindicações dos servidores da Educação, e acredita que o movimento grevista vem perdendo força.

De acordo com ele, não há como avançar nas negociações com a categoria, tendo em vista que a situação fiscal de Mato Grosso não sofreu alteração desde o início da greve.

“Alguma coisa mudou do início da greve para agora? Nós dissemos claramente que nós não demos o aumento, porque é ilegal. Agora, mudou isso de 15 dias para cá? Nós deixamos de estar estourados nos 49% da LRF? Não. A condição financeira do Estado melhorou nesses 15 dias? Nós já estamos arrecadando milhões, mais do que nos gastamos? Não. Então, o que eu posso fazer?”, questionou o chefe do Executivo Estadual.

Apesar disso, o democrata afirma que na última semana diversas escolas do interior do Estado retomaram as aulas por compreender os argumentos apresentados.

“Eu não vejo outra alternativa a não ser esperar que os professores e os demais profissionais da educação compreendam isso. A cada dia que se passa reduz o número de escolas que estão em greve. Menos de 50% que ainda permanece. Toda semana nós temos varias escolas, principalmente no interior que estão abortando o processo de greve, e isso mostra que uma boa parte, mais da metade dos professores e dos profissionais da educação, já compreendem esses argumentos”, disse Mendes.

Na semana passada, surgiram rumores de que os servidores da saúde e do meio ambiente também estariam analisando a possibilidade de paralisarem as atividades como forma de protesto, principalmente pelo não pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

Questionado se não teme uma paralisação geral como ocorreu na gestão de seu antecessor Pedro Taques, o democrata afirma que não acredita que isso ocorrerá.

“Se greve fosse resolver os problemas do Estado eu seria o primeiro a entrar em greve. Agora, ela só vai piorar a situação de Mato Grosso, porque a arrecadação tende a cair, a nossa ineficiência fica maior, nós vamos irritar mais ainda o cidadão porque depende do nosso serviço. Agora, eu não vejo esse ambiente”, pontuou.

A fim de por fim a greve da educação, os deputados estaduais se reuniram com o governador nesta segunda-feira (17). A Assembleia Legislativa apresentou três propostas ao Executivo para cessar a paralisação, durante uma reunião realizada na última quinta-feira (13).

Os servidores da Educação estão parados desde o dia 27 de maio e exigem, entre outras coisas, o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o cumprimento da lei da dobra salarial (aprovada em 2013), que dá direito a 7,69% a mais na remuneração, anualmente, durante 10 anos.

Conforme o Executivo, concedendo o reajuste salarial pleiteado pelos profissionais da educação, mesmo considerando aumento razoável na arrecadação, o Governo do Estado irá estourar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) até 2023, conforme projeção feita pela Secretaria de Fazenda.



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