Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 15239 12/06/2019  










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Doenças infecciosas

Por muito tempo, as doenças infecciosas foram grandes inimigas do homem, mas por alguns anos elas tiveram suas notificações reduzidas ou foram controladas. Hoje, algumas dessas mesmas enfermidades voltam a se alastrar pelo mundo, que passa a conviver com o fantasma do retorno de agravos erradicados há décadas.

Exemplo disso é a sífilis, que há mais de 50 anos foi praticamente erradicada com a descoberta da penicilina, mas atualmente é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns países afora. A tuberculose e a dengue também parecem que não têm mais fronteiras enquanto a febre amarela registra um crescimento no número de casos.

Hoje, sobretudo no Brasil, passamos a conviver com a ameaça do retorno do sarampo e da poliomielite. Não seria diferente, a situação preocupa as autoridades públicas, a comunidade científica e a população não pode ficar apática.

São vários os fatores que influenciam o aparecimento e reaparecimento dessas enfermidades. Uma delas é a baixa imunização. Mas, se existe uma vacina preventiva para a febre amarela já para a dengue não. Então, podemos citar outras causas como o baixo desempenho do setor da saúde, falta ou redução de investimento em campanhas sanitaristas de prevenção.

Tem ainda a miséria, a fome, a falta de saneamento básico, coleta de lixo inadequada, o desmatamento, como forma do homem entrar em contato com males que até então eram silvestres e a facilidade de migração observada nos dias atuais, que acaba por levar organismos causadores de doenças de uma área para outra de maneira extremamente rápida, o que favorece a emergência e reemergência das enfermidades.

Mas, no caso da pólio e do sarampo, especialistas apontam como uma das principais causas as baixas coberturas vacinais, especialmente, entre crianças. As vacinas contra as doenças deram início a uma revolução na medicina preventiva tornando possível evitar a ocorrência de doenças letais e contagiosas.

Infelizmente, há quem na contramão de todas as evidências científicas, opte por não vacinar seus filhos. Alguns acham que a dose prejudica a saúde da criança e outros, por questões ideológicas, resistem ao que consideram como uma imposição criada pela indústria farmacêutica.

Independentemente, o fato é que a irresponsabilidade de uns pode colocar em risco não só a saúde do filho, mas de todos à sua volta, conforme alertam os próprios especialistas. Todos temos que fazer a nossa parte e ficar atentos para que surtos ou epidemias sejam evitados.



JOANICE DE DEUS é repórter



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