Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 15239 12/06/2019  










OS MERCENÁRIOSAnterior | Índice | Próxima

Integrantes de grupo de extermínio são condenados a 60 anos de prisão

Da Reportagem

Teses defendidas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT) foram aceitas pelos jurados, que condenaram os réus Helbert de França Silva e José Edmilson Pires dos Santos, integrantes do grupo de extermínio conhecido como “Os mercenários”, a 30 anos de prisão cada um. Os dois foram condenados pelo homicídio qualificado praticado contra Luciano Militão da Silva e por tentativa de homicídio contra Célia Regina da Silva. Como efeito secundário da condenação, foi decretada a perda do cargo de Helbert de França Silva, que era Policial Militar.

Durante o júri, que começou às 9 horas e se estendeu até a madrugada desta terça-feira (11), o Ministério Púbico foi representado por quatro promotores de Justiça designados pela Procuradoria-Geral de Justiça a atuarem nesse caso que ganhou repercussão em nível nacional. O júri, que inicialmente aconteceria em Várzea Grande, foi desaforado para a capital. Conforme informações do MP, ainda existem mais dois julgamentos previstos para acontecer nos dias 24 de junho e 02 de julho.

“Consta na sentença, que o grupo de extermínio era formado por aproximadamente seis policiais, além de civis. “Vale repetir que este grupo tinha um grande poder ofensivo e intimidador, utilizando até mesmo de coação no curso do processo, mediante ameaça às testemunhas”, diz a sentença. “Os Mercenários”, conforme apurado durante as investigações, possuíam todo um aparato para cometer crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que pelo menos 15 pessoas tenham sido vítimas do grupo”, informou o MP.

Os crimes pelos quais os réus foram julgados nesta segunda e terça-feira, conforme o Ministério Público, foram praticados em março de 2016 de forma altamente premeditada em concurso de agentes e com a utilização de pistola 380 e silenciador acoplado com extrema frieza. Consta na denúncia, que as vítimas estavam voltando de uma festa, sendo atacadas repentinamente quando já se encontravam na frente da sua residência, tentando abrir o portão, o que reduziu suas chances de defesa.

Ainda, conforme o MP, os sentenciados José Edmilson e Helbert de França Silva respondem a mais quatro ações penais, todas pela prática de crimes dolosos contra vida, praticados por motivação e circunstâncias semelhantes ao caso que foi julgado. Eles estão presos e não poderão recorrer da sentença em liberdade.



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