Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 15223 21/05/2019  










GRAZIELLE UENO MACCOPPIAnterior | Índice | Próxima

Refletir sobre o turismo que queremos

Em 2018, o turismo brasileiro cresceu de forma impressionante: 6 pontos percentuais, com aumento de cerca de 6% na chegada de turistas internacionais. Foi um crescimento maior do que o da economia mundial, que expandiu em 3,7%. Esses dados mostram a importância do turismo como fio condutor da economia no Brasil. Porém, ainda há muito o que fazer.

Por exemplo, os brasileiros gastam muito mais em outros países do que os estrangeiros quando visitam o Brasil. De acordo com dados do Ministério do Turismo, em 2018 os estrangeiros deixaram perto de US$ 5,9 bilhões em nosso país, enquanto os brasileiros gastaram US$ 18 bilhões no exterior em um período menor – de junho a dezembro do mesmo ano. Em apenas seis meses, gastamos três vezes mais do que recebemos.

Tendo isso em vista, a isenção de vistos para estrangeiros, implantada pelo Governo Federal no dia 18 de março, não é suficiente para impulsionar o mercado turístico brasileiro. Olhar para fora é importante, mas olhar para dentro, para a infraestrutura interna que temos para receber os estrangeiros, é indispensável.

Para ilustrar, entre os inúmeros fatores que impulsionam o turismo no mundo, as passagens aéreas acessíveis é um dos mais importantes. Para isso, é preciso ter estabilidade no preço do combustível, o que o Brasil ainda não alcançou.

Outra medida importante seria o investimento em pesquisas científicas. O Brasil possui uma quantidade enorme de atrativos turísticos, mas dispõe de poucos dados sobre a forma com a qual os estrangeiros visitam esses lugares, escolhem seus destinos e gastam seu dinheiro. Logo, ter mais informações permitiria traçar estratégias inteligentes para atender a demanda turística.

Por fim, é preciso preparar e qualificar a oferta de atividades turísticas. Para isso, as pesquisas se fazem mais uma vez essenciais, para aferir em que pontos fortes e fracos do Brasil, para aferir onde é preciso mais investimento. Com essas medidas, teríamos melhoras em todos os aspectos: infraestrutura, qualificação do atendimento, mais tecnologias e mais informações para os turistas.

Em conclusão, o olhar interno para estruturar o turismo de forma sustentável e acessível deve ser prioridade para o avanço da atividade no país. O crescimento do turismo nos últimos anos confirma que o setor é hoje um dos mais poderosos impulsionadores do crescimento econômico e do desenvolvimento mundial. É nossa responsabilidade gerenciá-lo de maneira sustentável e traduzir essa expansão em benefícios reais para todas as comunidades locais, criando oportunidades de emprego e empreendedorismo.



* Profª GRAZIELLE UENO MACCOPPI é turismóloga, mestre em Turismo pela UFPR e coordenadora do curso de Gestão de Turismo do Centro Universitário Internacional Uninter

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