Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 15223 21/05/2019  










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Novela tem a missão de recuperar audiência

"A Dona do Pedaço" aposta em fórmula clássica para recuperar audiência da faixa nobre

BEATRIZ VILANOVA
Da Folhapress – São Paulo

O autor Walcyr Carrasco recorreu aos clássicos da literatura para criar a história de "A Dona do Pedaço", novela que chegou ontem, segunda-feira (20), à grade da Globo com o desafio de elevar a audiência do horário nobre, combalida por "O Sétimo Guardião".

Inspirada na peça "Romeu e Julieta", de William Shakespeare, a trama tem Maria da Paz Ramirez (Juliana Paes) e Amadeu Matheus (Marcos Palmeira) como protagonistas –apaixonados um pelo outro, eles são de famílias inimigas. Já no início da narrativa, uma tragédia muda o destino do casal, e, jurada de morte, Maria foge para São Paulo, grávida. Lá, ela sobrevive vendendo os bolos que aprendeu a fazer com sua avó Dulce (Fernanda Montenegro) até tornar-se dona de uma confeitaria de sucesso.

Em dado momento ela terá de lidar com um reencontro inesperado, pois fugiu de sua cidade –a fictícia Rio Vermelho, no Espírito Santo– acreditando que Amadeu estava morto. "A gente vai vestir a camisa do melodrama, contar essa história sem vergonha de ser feliz", afirma Paes.

O folhetim é dividido entre um prólogo e duas fases, e aos elementos clássicos se somarão temas contemporâneos como o empoderamento feminino. "É a história de uma mulher que não precisa de homem para viver e ser feliz", avalia o ator Marcos Palmeira. "Este é o momento das mulheres. Elas são as donas do pedaço."

Walcyr, que escreve a novela com Nelson Nadotti, Márcio Haiduck e Vinicius Vianna, afirma que sempre procura destacar a força da mulher em suas obras. Além da protagonista Maria, as matriarcas Dulce e Nilda (Jussara Freire) são exemplos de personagens fortes.

Para a diretora artística Amora Mautner, as mulheres de "A Dona do Pedaço" se sobressaem até mesmo em ambientes de opressão. "Elas são mulheres vigorosas, que se impõem dentro de um universo violento. O feminismo está sendo abordado no sentido da potência das mulheres. A heroína é uma mulher muito potente", afirma Mautner, que promete uma novela recheada de reviravoltas e mensagens positivas.

TRILHA SONORA

A diretora conta que se inspirou em uma estética pop para levar a novela ao ar e que até a trilha sonora tem pegada popular: versões originais de "Evidências" e "Cheia de Mania" vão embalar a trama, e uma regravação de "Está Escrito", na voz de Xande de Pilares, estará na abertura.

Para o autor Walcyr Carrasco, o mais difícil tem sido escrever sem mirar resultados. "Se eu parar para pensar no que vai dar certo e no que vai dar errado, não escrevo. A mídia em geral cobra muito mais os números de audiência que a própria emissora, que sabe que é preciso um prazo para dar certo, eventualmente. A pressão é muito mais externa que interna."

TRIÂNGULO - A novela também traz tramas paralelas com nomes de peso. Em um dos núcleos, os personagens Agno (Malvino Salvador) e Rock (Caio Castro) vão engatar um relacionamento homossexual, ainda que o primeiro seja casado com Lyris (Débora Evelyn), uma ninfomaníaca.

"Walcyr Carrasco é muito bom nisso. Prova disso é que ninguém se importou com o beijo de Félix com Niko [na novela Amor à Vida, de 2013]. Porque ele conseguiu fazer com que o personagem se conectasse com o público; o público adorava o Félix e ele era o vilão da novela", lembra Malvino Salvador, que já trabalhou com o autor em outras cinco novelas.

Salvador afirma que, independentemente de existir ou não um beijo entre os personagens gays, ele vai buscar essa conexão mais íntima com o público. E Walcyr aprova: "Quero fazer uma novela com uma mensagem positiva, que faça bem ao público, que seja um momento positivo do dia e que dê forças para a batalha diária", afirma. "Que traga uma mensagem de superação, coragem, esperança, amor e muita emoção".

Outro núcleo vai discutir o fenômeno das "influenciadoras digitais", com Vivi Guedes (Paolla Oliveira) e Kim (Mônica Iozzi) à frente. A ideia é falar dos bastidores que cercam a atividade, como a compra de seguidores nas redes sociais. "É um universo muito diferente do meu, mas estou encantada. Você se comunica muito pela forma como se veste, por exemplo", afirma Monica Iozzi.

Também fará parte desse universo a personagem Josiane (Agatha Moreira) –filha da protagonista Maria da Paz–, que sonha em se tornar uma influenciadora digital de sucesso. Junto ao playboy Régis (Reynaldo Gianecchini), ela vai articular um plano para tentar se apropriar do patrimônio da mãe.



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