Sexta feira, 22 de março de 2019 Edição nº 15180 16/03/2019  










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Mercado em Mato Grosso aposta em aquecimento em 2019

Da Reportagem

Se ainda não é de brigadeiro, o céu está ensolarado para o mercado de construção civil em Mato Grosso. Acompanhando a tendência nacional de reaquecimento após anos de estagnação no período pós Copa do Mundo, o setor começa o ano de 2019 com bons indicadores, sinalizando que as nuvens fechadas ficaram para trás.

Um dos números positivos está no balanço feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que mostra que, em 2018, o comércio de imóveis novos aumentou 19,2% em relação a 2017. Mais localmente, a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) apontou para uma alta de 15 pontos percentuais (p.p) na média de expectativa positiva dos industriais mato-grossenses. A sondagem refere-se ao último trimestre de 2018 e engloba empresários do setor da construção civil.

“Estamos otimistas para 2019, conscientes que a retomada do crescimento econômico deve influenciar diversos setores, como a construção civil”, afirma o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira. De acordo com ele, os empresários sinalizam que vão retomar investimentos e ampliar a capacidade de produção, o que leva a novas contratações. “Como consequência, quando se irriga a economia local, aumenta o poder de compra dos trabalhadores locais e abre-se uma nova perspectiva para o setor de construção civil, especificamente”, comenta.

Com 40 anos de mercado, a Gerencial Construtora, que atua em Cuiabá e Várzea Grande, é uma das empresas “otimistas”. “Logo após as eleições, no ano passado, estamos vivenciando uma nítida evolução das vendas, motivadas principalmente pela volta da confiança tanto no mercado financeiro como entre os consumidores”, analisa Adriano Serio, gerente comercial da construtora.

O setor de construção civil soma 3.883 empresas em todo Mato Grosso – o que corresponde a 35,8% do total de indústrias mato-grossenses. Considerando micro empreendedores individuais e empresas de todos os portes (micro, pequeno, médio e grande), são 30.844 empregados, ou 22% de toda a base de trabalhadores assalariados na indústria estadual. Os dados vêm da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2017 e foram compilados pelo Observatório da Indústria, da Fiemt.

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