Segunda feira, 20 de maio de 2019 Edição nº 15205 24/04/2019  










JOSÉ OTAVIO MENTENAnterior | Índice | Próxima

Benefícios do manejo sustentável

Com o avanço da produtividade, novos desafios foram surgindo no campo e, com isso, foram criadas novas tecnologias de controle e manejo fitossanitário sustentável, fundamental para termos uma agricultura eficiente e competitiva.

Um manejo sustentável é aquele que é eficiente e durável. Quando se fala em sustentabilidade, levam-se em consideração os aspectos ambientais, sociais e econômicos. É utilizar uma série de medidas que não só resolva o problema, mas respeite também o meio ambiente e o círculo social em volta.

Atualmente, o manejo de pragas envolve diferentes métodos: o genético que é o uso de cultivares resistentes; o cultural, que é a rotação de culturas; os físicos, por exemplo, a capina mecânica; os biológicos, com o uso de organismos que são antagônicos as pragas; os legislativos, que são normas que reduzem ou impedem a entrada e/ou proliferação de pragas; e o químico, que utiliza produtos fitossanitários.

E para que uma produção seja sustentável, independente se é uma pequena horta ou uma grande lavoura de grãos, algodão ou cana-de-açúcar, há a necessidade de utilizar esse manejo integrado e sustentável. São usadas simultaneamente, ou em sequência, todas as medidas desse manejo, deixando para utilizar o químico – que hoje é o que mais causa preocupação – quando as outras medidas, geralmente preventivas, não são utilizadas. Hoje, 100% das áreas cultivadas no Brasil utilizam esse formato.

Uma área produtiva sustentável é aquela em que é possível produzir por anos e anos, com o desafio de aumentar o rendimento e a produção por unidade de área, sem esgotar os recursos naturais e seguindo as boas práticas agrícolas.

Quando utilizado de forma correta, o manejo sustentável causa diversos efeitos positivos nos âmbitos social, ambiental e econômico, desde que o agricultor siga as recomendações de profissionais habilitados.

Entre as vantagens do social, estão a geração de empregos para a comunidade local e a produção de alimentos mais baratos pra toda a população, que é cada vez mais urbana e depende das poucas pessoas que permanecem na zona rural; no ambiental, esse tipo de produção não irá degradar o meio ambiente, como acontecia no passado quando produzia-se e abandonava-se a área e ia para uma nova, será produtivo em uma área, respeitando o ambiente, não degradando o solo, não poluindo a água e não causando danos a biodiversidade; e econômico, pois gera emprego e renda para os empreendedores rurais, desde um pequeno a um grande produtor.



* JOSÉ OTAVIO MENTEN, presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia, Pós-Doutorado em Manejo de Pragas e Biotecnologia e Professor Associado da ESALQ/USP

camila.lopes@alfapress.com.br



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




20:08 Ministro defende proposta da indústria para rotular alimentos
20:07 De 380 escolas, só seis têm a telemedicina como matéria obrigatória
20:01 BOA DISSONANTE
20:00 A revogação da prisão preventiva de temer
20:00 Fim dos lixões e aterros sanitários


19:59 Despertar da educação
19:59 Jabuticaba
19:58 Final de The Big Bang Theory acerta no equilíbrio entre comédia e emoção
19:58
19:57 Os homens que não amavam as mulheres
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018