Domingo, 24 de março de 2019 Edição nº 15179 15/03/2019  










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Expectativa de duelo entre Hamilton e Vettel

JULIANNE CERASOLI
Da Uol/Folhapress – Melbourne

A temporada de 2019 da Fórmula 1 promete ser o terceiro capítulo de uma briga que demorou anos para acontecer: Lewis Hamilton x Sebastian Vettel. E o terceiro ano do duelo começa desequilibrado a favor do inglês, que conquistou, por antecipação, os títulos de 2017 e 2018.

Em ambos os campeonatos, a Ferrari de Vettel começou melhor, mas perdeu terreno para a Mercedes de Hamilton e, para completar, o alemão errou muito mais que o inglês. Após os testes da pré-temporada, o cenário parece se repetir, com a escudeira italiana bastante rápida, e a equipe alemã revolucionando seu carro para tentar chegar nos ferraristas, que nesta temporada serão comandados pelo ex-diretor técnico Mattia Binotto.

"Todos querem o título", afirmou Hamilton. "Temos que esperar que a Ferrari vai dar um passo adiante e também que Sebastian estará mais forte neste ano. Então isso significa que nós temos que ser melhores. Tivemos boas brigas, e ano passado foi a minha favorita. Espero que possamos continuar nessa briga, tomara que com a Red Bull também porque isso seria bom para os fãs."

Vettel, por sua vez, desconversou quando perguntado pela reportagem sobre o que teria que fazer para começar a virar o jogo contra Hamilton. "Primeiro temos de saber onde nós estamos. Pode ser que a briga seja com a Red Bull por exemplo, ou com o Charles [Leclerc, seu companheiro na Ferrari], o que seria o melhor dos mundos. Mas, seja contra quem for, o segredo é só um: ganhar."

Hamilton e Vettel não são exatamente da mesma geração - o inglês, apesar de só dois anos mais velho, sempre esteve um passo à frente do alemão desde as categorias de base: quando estava lutando por títulos, Sebastian era estreante. Portanto, apesar de terem coincidido, por exemplo, na F-3, não foram rivais diretos.

CONDIÇÕES

A história acabou se repetindo por boa parte de suas carreiras na Fórmula 1. Ambos estrearam em 2007, mas em condições bem diferentes: Hamilton por uma das melhores equipes da época, a McLaren, e Vettel como substituto de um machucado Kubica andando no meio do pelotão inicialmente, na BMW, e depois em uma equipe mais próxima do fundo do que do meio naquele ano, a Toro Rosso.

Nos anos seguintes, a carreira dos dois passaria por uma inversão: a McLaren de Hamilton perdeu terreno com a mudança de regras de 2009, e a agora Red Bull, na época com Vettel, tornou-se a equipe mais forte, com quatro títulos do alemão entre entre 2010 e 2013.

O destino quis que os dois só se enfrentassem realmente mais maduros, com Hamilton agora na Mercedes, e Vettel na Ferrari. Tanto em 2017, quanto em 2018, foram dois erros do piloto alemão que começaram a fazer desmoronar uma vantagem que tinha sido construída até ali: no primeiro ano, ele perdeu a cabeça e jogou o carro em cima do rival no GP do Azerbaijão, e no segundo, bateu sozinho enquanto liderava no GP da Alemanha.

Paralelamente a isso, a Ferrari pecou no desenvolvimento do carro, enquanto a Mercedes foi passando, uma a uma, por cada prova que lhe era colocada: tanto em 2017, quanto em 2018, o time demorou algumas provas para se entender com os pneus, especialmente os mais macios e em asfaltos mais quentes, desenvolveu carro e motor -pela primeira vez seriamente ameaçado pela Ferrari ano passado- sem tropeços, manteve o ambiente saudável internamente, dando a base para Hamilton virar o jogo na pista.

NOVAS REGRAS

Renovação é o tema da temporada de 2019 da Fórmula 1: entre os pilotos, mais da metade ou estão de casa nova, ou são estreantes; nos carros, mudanças aerodinâmicas buscam facilitar as ultrapassagens e movimentar mais as provas; nas regras, agora quem fizer a volta mais rápida também marca ponto; e, de quebra, a categoria tenta conquistar novos públicos se lançando no Netflix.

A série "F1: Dirigir para Viver", lançada na semana passada, dá acesso sem precedentes aos bastidores das equipes e tem sido bem recebida pelo público em geral. A série faz parte da tática da Liberty Media, que assumiu o controle da F-1 no começo de 2017, de atrair uma audiência mais jovem. Tanto que, nos últimos dois anos, a categoria foi o campeonato que mais cresceu em seguidores nas mídias sociais no mundo, reflexo de anos com plataformas digitais negligenciadas.

Mas o acesso maior a vídeos e aos bastidores não é a única diferença para esta temporada da Fórmula 1. Entre outras mudanças, chama a atenção a dança das cadeiras entre pilotos. Onze dos 20 competidores do grid ou trocaram de equipe ou são estreantes.

As mudanças que chamam mais a atenção são a ida de Charles Leclerc, em sua segunda temporada e com apenas 21 anos, para a Ferrari, e a troca de Daniel Ricciardo da Red Bull pela Renault.



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