Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 15204 23/04/2019  










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Em um time defensivo, Gustagol garante na frente

Da Folhapress – São Paulo

Em um time projetado a partir da defesa, que fez os torcedores lamentarem a falta de um camisa 9 desde a saída de Jô, Gustagol encontrou o seu lugar.

Em agosto de 2016, Gustavo Henrique da Silva Sousa, 25, assinou com o Corinthians, clube que sempre sonhou defender. A empolgação era tanta que ele fez uma tatuagem para registrar sua estreia no Alvinegro do Parque São Jorge.

Dentro das quatro linhas, Gustagol não engrenou. O time de infância podia ser até o lugar certo, mas no momento errado. De agosto até dezembro de 2016, quando foi emprestado para o Bahia, o atacante atuou em nove partidas pelo Timão e não marcou nenhum gol.

Em solo baiano, ele começou a desencantar, ainda de modo tímido, mas atraiu interesse do Goiás, onde teve nova decepção: dois gols em 12 jogos, desempenho que o deixava cada vez mais longe de ter espaço no Corinthians.

Mas o sonho de vestir o manto alvinegro seguia vivo. O caminho de volta de Gustagol começou a ser traçado em 2018 e teve como um dos principais personagens Rogério Ceni, ídolo do rival São Paulo. Foi ele quem resgatou o bom futebol do avante no Fortaleza, justificando o apelido que ganhou no Criciúma e o levou ao Timão.

Foram 30 gols em 45 jogos no time cearense e o caneco da Série B, uma temporada mágica que reabriram as portas no time alvinegro.

O recomeço foi arrasador, com oito gols em dez jogos - quatro no Paulistão.

O tortuoso caminho de Gustavo foi coroado, ironicamente, com o caneco sobre o São Paulo de Rogério Ceni, um dos arquitetos de sua volta por cima.

CLAYSON

Peça-chave na conquista do Paulista, Clayson, 24, esteve bem perto de deixar o clube no início do ano. Ficou, mostrou sua importância e venceu um título.

Isso não parecia provável ao fim de um 2018 ruim. Desvalorizado, o atacante foi colocado à disposição do Atlético-MG em uma troca que levaria Luan ao time do Parque São Jorge, mas não chegou a um acordo salarial com a diretoria mineira.

Melada a negociação, o atleta teve uma conversa com o técnico Fábio Carille, o mesmo que aprovara sua contratação em 2017. Ouviu que teria oportunidades e recebeu a recomendação de voltar a partir para cima dos seus marcadores.

Deu resultado. Depois de começar a temporada como reserva, o camisa 25 ganhou espaço, liderou o Corinthians em dribles e se mostrou crucial na fase decisiva.

Nas quartas, construiu os gols contra a Ferroviária. Diante do Santos, na fase seguinte, também participou dos dois tentos alvinegros.

"Que bom que eu fiquei", disse Clayson, exibindo novamente o semblante alegre que mostrara em sua chegada, tendo sido particularmente importante no segundo turno do Brasileiro de 2017, faturado pelo Timão.

As recordações de 2018 não são tão boas. Ele conquistou o Paulista, mas ficou fora da final com o Palmeiras por ter sido expulso.

Também foram mais de dez meses entre o gol marcado contra o Paraná, em 22 de abril de 2018, e o feito contra o São Bento, em 2 de março deste ano.

Livre de lesões e problemas pessoais, a filha nasceu prematura, Clayson voltou a ser uma peça fundamental.

Sorte da torcida corintiana.

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