Domingo, 26 de maio de 2019 Edição nº 15203 19/04/2019  










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Jardine ainda tenta entender o que fez de errado

LUIZ COSENZO e TONI ASSIS
Da Folhapress – São Paulo

A noite do dia 13 de abril ainda está viva na cabeça do técnico André Jardine. O apito final do juiz no empate sem gols com o Talleres (ARG), sentenciou a eliminação do São Paulo na Libertadores. Decretou também, o fim do seu ciclo no clube.

"Todo treinador quando não ganha ou perde um jogo importante fica por diversos dias remoendo isso. Comigo não é diferente", conta Jardine, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Pouco mais de dois meses se passaram desde a eliminação para o time o time argentino. Mas Jardine ainda tenta entender o que deu errado.

"Foram algumas noites sem conseguir dormir. Não sei responder, ainda está bem recente. Muito dolorido", afirmou André Jardine, que espera tirar ainda muitas lições da sua passagem pelo São Paulo.

Após construir um currículo vitorioso na base do São Paulo, onde chegou em 2015, ele assumiu o comando do time principal no fim de novembro do ano passado, substituindo Diego Aguirre, que perdeu a chance de colocar a equipe do Morumbi na fase de grupos da Libertadores.

O ex-treinador evita apontar culpados, mas pontua alguns fatos que comprometeram o trabalho. A participação na Florida Cup, nos EUA, no início do ano, foi um deles.

"Perdemos alguns dias de treinamento, pela viagem e pelo desgaste. Outro problema foi que pegamos dois adversários em um estágio muito acima. Para quem está buscando uma identidade, não é legal", disse Jardine que tinha em mente fazer amistosos com times mais fracos.

O saldo do São Paulo no torneio vai de encontro ao discurso do ex-treinador. O São Paulo acumulou derrotas para o Eintracht Frankfurt (2 a 1) e também para o Ajax (4 a 2). Na visão do técnico, essas partidas pouco somaram na formatação da equipe.

A delegação viajou para os Estados Unidos no dia 4 de janeiro e retornou ao Brasil no dia 15. Nos dois confrontos, Jardine utilizou 26 atletas. Quatro dias depois, no dia 19, o São Paulo estreou no Paulista com uma goleada de 4 a 1 sobre o Mirassol no Pacaembu.

A falta de sintonia entre o discurso da diretoria e a filosofia de Jardine também pôde ser detectada. A diretoria bancou o jovem treinador sob o argumento de ele conhecer o clube. No entanto, o projeto foi abortado diante da pressão pela queda na Libertadores.

"Eu estava preocupado em formar um grupo vencedor. Mas a torcida não queria saber disso. A pressão ficou grande e a diretoria se viu obrigada a fazer isso", disse o técnico.

Ainda segundo Jardine, outra dificuldade foi começar o trabalho com um grupo que praticava um futebol muito diferente do que ele pretende.

"Você tem que desconstruir muitas coisas para construir hábitos diferentes. E isso leva tempo", concluiu.

Entre a saída de Jardine e entrada de forma interina do coordenador Vagner Mancini até Cuca assumir, o time caiu ainda mais de produção e viveu dias turbulentos.

"Ficou muito claro que o problema não era apenas o treinador. Tanto que o São Paulo passou novamente por uma reformulação", disse Jardine, que assumirá a seleção brasileira sub-20.

Mentor da nova safra que foi colocada à prova e vem encantando os torcedores na fase final deste Campeonato Paulista, ele vê a disputa pelo título do Estadual aberta.

"Eles podem ser protagonistas. Juntos fazem a equipe se tornar muito mais forte. Se eles não tivessem em campo, talvez o Corinthians fosse favorito a conquistar o título. Hoje, não vejo favoritismo", afirma o ex-são-paulino.



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