Domingo, 26 de maio de 2019 Edição nº 15203 19/04/2019  










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Lucro da Amaggi aumenta 50% em 2018

KAUANNA NAVARRO
Do Valor Econômico

A Amaggi, maior produtora e processadora de grãos de capital nacional, a Amaggi, com sede em Cuiabá (MT), surfou a onda que favoreceu o mercado de soja em 2018 e viu seus resultados anuais melhorarem de maneira expressiva.

Em balanço publicado no “Diário Oficial do Estado do Mato Grosso”, a empresa controlada pela família do ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informa que fechou o ano com receita líquida de R$ 17,3 bilhões, 22,4% maior que a do ano anterior (R$ 14,1 bilhões), e lucro líquido de R$ 804,8 milhões, alta de 50,6% na mesma comparação.

O resultado antes de receitas e despesas financeiras líquidas e impostos somou R$ 1,3 bilhão, 62% superior ao de 2017. As receitas financeiras alcançaram R$ 711,1 milhões, aumento de 50%, e as despesas financeiras subiram 53,4%, para R$ 759,8 milhões.

Segundo a companhia, sua receita com exportações avançou 37,9%, para R$ 9,3 bilhões. Também registrou incremento expressivo a receita com serviços prestados — a terceiro, o aumento foi de 75%, para R$ 82,4 milhões. Nessa linha entram os serviços prestados pela Navegações Unidas Tapajós e pela Terminal Fronteira Norte – Logística, duas empresas que têm participação da Bunge Alimentos.

Carro-chefe do agronegócio brasileiro — e da companhia, a soja, representou a maior parte da receita da Amaggi em 2018.

A participação foi de 57%, ou cerca de R$ 10 bilhões, 30% mais que no ano anterior. O salto foi determinado pela colheita recorde do grão no país na temporada 2017/18 e pela demanda chinesa aquecida em virtude das disputas do país asiático com os Estados Unidos.

Já o faturamento com milho cresceu 2% em 2018, para R$ 2,2 bilhões, e representou 12,7% das vendas totais. A receita com farelo de soja — tanto comum quanto de alto teor de proteína (hypro) — também aumentou. Com farelo comum o avanço foi de 38,2%, para R$ 303,2 milhões, e com o hypro chegou a 5,2%, para R$ 1,4 bilhão. A quebra de produção na Argentina — grande exportadora do farelo — abriu uma janela de oportunidade para as vendas brasileiras.

Em 2018, a Amaggi também viu os custos subirem em relação a 2017. O consolidados de custos dos produtos vendidos e serviços prestados ficou em R$ 15,5 bilhões, avanço de 20,5% na comparação anual.



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