Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 15166 22/02/2019  










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Vazamento de dados do INSS rende R$ 2 mi ao mês a bando

Da Reportagem

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal em Cuiabá deflagraram ontem, quinta (21), a segunda fase da Operação Data Leak, que apura o comércio ilícito de bases de dados públicas sigilosas da DataPrev, Siape, Prefeituras e Exército.

A investigação é feita pela Polícia Federal de Mato Grosso, que apura, desde o ano passado, a denúncia de que um servidor público lotado em Mato Grosso teria repassado dados sigilosos de pensionistas para a quadrilha.

Ontem, os policiais cumpriram cinco mandados de prisão temporária e 10 de buscas e apreensões em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Um dos mandados de prisão se refere a funcionário da DataPrev do Rio de Janeiro suspeito de prática de corrupção, violação de sigilo funcional e vazamento de dados sigilosos.

Na primeira fase dos trabalhos, no dia 12 de dezembro, foram cumpridos outros 7 mandados de prisão temporária e 9 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 5a Vara Federal de Cuiabá.

O nome Data Leak faz referência ao vazamento de dados sigilosos que chegam ao poder de pessoas que praticam o comércio clandestino de informações financeiras e pessoais sigilosas de funcionários públicos e segurados do INSS.

Os receptadores dos dados, por sua vez, comercializam as informações com escritórios de advocacia, contabilidade, financeiras e empresas de cobrança, dentre outras, auferindo expressivos lucros na transação.

A Polícia Federal apurou que essas empresas chegam a faturar mais de R$ 2 milhões por mês com o comércio dos dados públicos sigilosos.

O Ministério Público Federal pretende obter o sequestro de bens que superam o valor de R$ 10 milhões. Na primeira fase foram apreendidos vários veículos de luxo pertencentes aos investigados.

Os investigados estão sendo indiciados e responderão criminalmente por vazamento e receptação de dados públicos sigilosos, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e participação em organização criminosa.



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