Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 15164 20/02/2019  










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Lava Jato dribla Gilmar Mendes

Da Reportagem

Logo após a deflagração da 60ª fase da Lava Jato do Paraná, que prendeu Paulo Vieira de Souza, o suspeito de ser operador do PSDB conhecido como Paulo Preto, o procurador Deltan Dallagnol foi às redes sociais.

"Vejo tweets receando que o ministro Gilmar Mendes solte Paulo Preto mais uma vez em liminar. Isso é impossível debaixo da lei. O relator desse caso no Supremo não é ele e sim o ministro Fachin", disse.

Em resposta, a ex-coordenadora da Lava Jato em São Paulo, Thaméa Danelon, afirmou: "Mas Gilmar Mendes pode proferir uma decisão completamente ilegal e inconstitucional dizendo que ele é o juiz prevento para todos os casos em que Paulo Preto for preso. Um absurdo? Sim. Mas Gilmar já proferiu varias decisões absurdas!!!". Deltan retuitou, acrescentando que "se isso acontecesse seria um caso de exercício arbitrário de poder, fora do Direito".

Com a argumentação de que eventuais desvios de dinheiro cometido por Paulo Preto foram repassados para ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras, a Lava Jato conseguiu afastar - ao menos a princípio - o que sempre considerou um entrave para casos relacionados aos governos tucanos em São Paulo: a relatoria do ministro Gilmar Mendes nos recursos feitos ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A conexão com a Petrobras faz com que o caso de movimentação de R$ 130 milhões em contas na Suíça passe de São Paulo, onde a apuração começou e ficou travada por mais de um ano por determinação de Gilmar, para Curitiba, que tem relatoria de Edson Fachin, cujas decisões têm sido mais rígidas e em consonância com os pedidos da Procuradoria.

O inquérito relatado por Gilmar Mendes foi enviado a São Paulo apenas no início de 2019, mesmo assim apenas para o Tribunal Regional Eleitoral.

"As evidências revelaram que, no mesmo período que se seguiu à entrega dos valores em espécie por Paulo Preto para a Odebrecht, propinas foram pagas pela empreiteira, em espécie, para os seguintes gerentes e diretores da Petrobras: Djalma Rodrigues, Maurício Guedes, Roberto Gonçalves, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Sérgio Machado", diz o material divulgado pelo Ministério Público Federal à imprensa.

À Folha de S.Paulo, o procurador Roberson Pozzobon negou que a operação tenha sido uma manobra. Segundo ele, a investigação não se centra nos crimes de corrupção praticados por Paulo Preto, mas na lavagem e evasão de divisas que ele cometeu em favor da Odebrecht -algo que, no entendimento do STF, é de competência da Justiça

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