Sexta feira, 22 de fevereiro de 2019 Edição nº 15158   










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Professores param e estudantes ficam sem aula hoje

A categoria decidiu pela paralisação de 24 horas em assembleia geral realizada pelo Sintep/MT na tarde do último dia 04, no ginásio da Escola Estadual Presidente Médici

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JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Um dia após o início do ano letivo, os 392 mil alunos da rede estadual de ensino têm hoje (12) as aulas paralisadas. Isso porque os profissionais da Educação decidiram cruzar os braços por 24 horas e aderir a mobilização estadual unificada dos servidores do Estado em protesto ao atraso do pagamento dos salários e do Reajuste Geral Anual (RGA) por parte do governo de Mato Grosso.

No estado, o ano letivo teve início ontem. A categoria decidiu pela paralisação de 24 horas em assembleia geral realizada pelo Sindicato Público de Mato Grosso (Sintep/MT) na tarde do último dia 04, no ginásio da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. Desde então, os trabalhadores estão em estado de greve e podem interromper as atividades por tempo indeterminado a qualquer momento.

"O estado de alerta é um indicativo para o governo reavaliar a postura e buscar uma negociação", esclarece o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira após a assembleia. Entre os presentes, as políticas implementadas pelo governo estadual, bem como pelo governo federal, inviabilizam os direitos da classe trabalhadora. A rede conta com 40,3 mil profissionais distribuídos em 765 escolas.

"Em Mato Grosso o pacote de Mauro Mendes já congelou os salários dos servidores com o calote da RGA de 2018, e a suspensão da revisão pelos próximos dois anos", disse dirigente e secretário de redes municipais, Henrique Lopes. Para Lopes, o ataque a educação se estende a política da "dobra do poder de compra", quando não paga a RGA, e também via decreto de calamidade financeira, que impede o cumprimento das leis de carreira.

A avaliação apontou que as medidas não atacam apenas os servidores da ativa, compromete também os aposentados, devido a paridade. "Se aprovada a lei da Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, as perdas serão ainda maiores, pois colocará fim na paridade salarial e ampliará o percentual de desconto previdenciário, para aqueles que recebem acima do teto", alerta o presidente do Sintep/MT.

No dia 17 de janeiro, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), assinou um decreto de estado de calamidade financeira e afirmou que a medida é necessária por causa de dívidas deixadas pela administração anterior, estimadas em R$ 4 bilhões, e despesas acima da arrecadação prevista para este ano. A estimativa de déficit é de R$ 1,7 bilhão.

Segundo o governo, a intenção é equilibrar as contas do estado, que deve aos fornecedores, prestadores de serviços, o que afeta, principalmente as áreas de segurança e saúde. Além disso, não tem pago o salário dos servidores em dia. Ontem, o Estado informou que depositou até R$ 5.200,00 nas contas dos servidores, como pagamento total ou parcial dos salários, relativos ao mês de janeiro.

A medida adotada também vale para o pagamento dos proventos de aposentados e pensionistas. "Estamos trabalhando muito fortemente para cumprir o calendário anunciado em todo início de mês e também para restabelecer o calendário de pagamento dos salários para o dia 10 e depois, com as medidas de reequilíbrio já surtindo efeitos, para dentro do mês trabalhado", afirmou o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

Segundo o governo, com esse procedimento, 69% dos servidores ativos e 75% dos aposentados e pensionistas receberam seus salários e proventos integralmente. A soma total dos depósitos chega a R$ 345 milhões. Os servidores ativos, aposentados e pensionistas que recebem acima de R$ 5 mil, vão receber em mais duas parcelas. Na próxima quinta-feira, dia 14, serão pagos mais R$ 2.000,00 a todos, num total de R$ 56.283 milhões.

A última parcela será quitada no dia 25 e servirá para pagar o restante dos valores aos servidores que recebem acima de R$ 7.000,00, liquidando toda a folha de janeiro de 2019. Já no dia 28, será paga a segunda das quatro parcelas do 13º salário remanescentes de 2018, para quem nasceu nos meses de novembro, dezembro e os servidores comissionados não efetivos.



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